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Agronegócio

12/10/2017

Volume de exportações recua, mas receita cresce

Reuters
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São Paulo - O Brasil exportou de janeiro a setembro quase 4% menos carne suína, considerando-se todos os produtos, mas obteve receita 17% acima da observada em igual período do ano passado, de acordo com dados compilados e divulgados nesta quarta-feira pela Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA).

No acumulado de 2017, o País embarcou 530,8 mil toneladas da proteína, queda de 3,8% frente às 551,9 mil toneladas registradas em igual período de 2016.

A receita, contudo, saltou para US$ 1,25 bilhão de dólares, contra US$ 1,06 bilhão de janeiro a setembro do ano passado, refletindo os preços mais altos do produto no mercado internacional, segundo a ABPA.

Principal importadora de carne suína do Brasil, a Rússia foi destino de 210,3 mil toneladas no ano, alta de 11,7%.

“A Rússia incrementou suas compras e a participação nas exportações totais do Brasil, sendo responsável por 40,8% das vendas brasileiras em 2017. O sólido relacionamento que construímos com o mercado russo foi especialmente notável este ano”, destacou em nota o presidente da ABPA, Francisco Turra.

Na sequência aparece Hong Kong, principal destino da Ásia, que importou 10,8% menos no ano (112,2 mil toneladas) e puxou para baixo o resultado geral, conforme a ABPA.
Outro país em destaque é Cingapura, que liberou recentemente as importações de carnes bovina e suína com osso de todo o Brasil. A nação asiática comprou 2,3% mais em 2017, com 24,9 mil toneladas.

Considerando-se apenas setembro, as exportações de carne suína chegaram a 61 mil toneladas, queda de 16,7% frente ao recorde de 73 mil toneladas registrado em igual mês de 2016.

A receita no mês passado foi de US$ 139,9 milhões, queda de 16,7% na comparação anual.

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