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Economia

20/09/2017

Usiminas reajustará preços em 10,2%

A siderúrgica, que prevê alta na demanda, deve promover o aumento a partir de 5 de outubro
Gabriela Pedroso
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No segundo trimestre deste ano a companhia registrou um Ebitda no valor de R$ 750 milhões, o melhor dos últimos 13 trimestres/Charles Silva Duarte
Em compasso com a concorrência no mercado global do aço, a Usiminas vai promover um reajuste de 10,2% nos preços de seus produtos. A informação foi revelada ontem pelo presidente do Instituto Nacional dos Distribuidores de Aço (Inda), Carlos Loureiro. A alta pode estar atrelada à leitura que a siderúrgica faz da atual situação econômica do País, que, nas palavras do presidente Sergio Leite de Andrade, começa em 2017 “a sair de um cenário recessivo que perdurou durante três anos”. O aumento, anunciado no começo da semana, deve valer a partir de 5 de outubro.

Em audiência realizada ontem pela Comissão de Desenvolvimento Econômico da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), o executivo da Usiminas fez um balanço dos resultados da empresa no último ano e detalhou as ações que vêm sendo tomadas com o intuito de reposicionar a companhia como referência nos mercados de aço nacional e internacional. Orientada pela retomada da demanda, a siderúrgica já coloca em prática medidas visando à ampliação da capacidade de produção.

“Estamos trabalhando intensamente para construir o presente e o futuro da Usiminas. Posso afirmar que toda direção e equipe de funcionários têm trabalhado de forma muito intensa nos últimos 12 meses. Os desafios são muito grandes, temos longo caminho a trilhar, mas a força da equipe Usiminas está presente no cotidiano da empresa”, afirma Andrade.

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Em maio deste ano, a siderúrgica anunciou que vai religar o alto-forno 1, da usina de Ipatinga, no Vale do Aço. Apesar de a retomada do funcionamento do equipamento estar prevista para abril de 2018, só com a obra de preparação para a reativação serão geradas cerca de 400 vagas temporárias. Após essa etapa, outros 120 postos definitivos serão criados para a efetiva operação. A expectativa é de que a capacidade de produção de ferro-gusa na unidade seja ampliada em 2 mil toneladas/ dia.

Outra medida adotada no fim de julho pelo grupo foi a volta do funcionamento de duas das quatro plantas da Mineração Usiminas (Musa) em Itatiaiuçu, na Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH), que estavam paralisadas. Com as atividades suspensas em função da crise, a Mina Leste e outra planta de beneficiamento agora darão suporte à expansão da produção.

O presidente da Usiminas reconhece que retomar os níveis de produtividade de quatro anos atrás, quando o setor viveu uma de suas melhores fases, não será fácil. O executivo cita como exemplo um estudo do Instituto Aço Brasil, segundo o qual o País só voltará a ter o consumo de 2013 - ano que atingiu o pico de vendas no mercado interno com 24,3 milhões de toneladas negociadas - em 2028. Entretanto, a companhia se mostra confiante em alcançar a recuperação.

“A notícia boa que temos é que a Usiminas voltou a gerar empregos. Estamos gerando empregos na Mineração Usiminas, cerca de 400 postos de trabalho, e voltamos a gerar empregos em Ipatinga. Anunciamos em maio a reativação do alto-forno número 1, que vai voltar à operação em abril de 2018. Então, a Usiminas já está gerando empregos”, destaca o presidente da siderúrgica.

Desempenho - No segundo trimestre de 2017, a companhia registrou um Ebitda (sigla em inglês para lucros antes de juros, impostos, depreciação e amortização) de R$ 750 milhões. O desempenho no período foi o melhor dos últimos 13 trimestres. Em sua participação na audiência, Andrade explicou que o mercado brasileiro de aço plano parou de cair desde 2016 e agora começa a dar sinais de crescimento com ajuda da indústria automotiva, que tem sido impulsionada pela exportação. Hoje, 85% dos negócios da Usiminas envolvem o mercado doméstico. Com informações da Agência Estado.

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