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DC Tecnologia

08/12/2015

Take.net abre frente de negócios no continente africano

Mineira vai lançar SMS a cobrar naquela região
Daniela Maciel
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Segundo Bastos, serviço será disponibilizado em 11 países na área de operação/Divulgação
Fundada em 1999 na cidade de Belo Horizonte, a Take.net – empresa especializada em tecnologias para mobilidade, criando soluções em conteúdo, comércio eletrônico e comunicação – tem, na internacionalização, a sua principal estratégia de expansão. O principal foco agora é o continente africano. Nas próximas semanas, entra em operação, em parceria com a gabonesa Macrosky, o serviço de mensagens (SMS) a cobrar naquela região.
 
De acordo com o diretor de expansão de mercados da Take.net, Arlei Bastos, o serviço será disponibilizado em 11 países na área de operação da parceira, totalizando 18 operadoras e uma área de influência de 160 milhões de habitantes e 90 milhões de celulares. “Estudos provaram que a África é um mercado com crescimento populacional e que ainda apresenta pouco uso das tecnologias da informação e comunicação (TI&C). A penetração do celular ainda é baixa, se comparada ao Brasil, e o uso principal, cerca de 95%, é na modalidade pré-paga. Isso nos abriu uma grande perspectiva”, explica Bastos.
 
A ideia é permitir que, mesmo sem saldo, os usuários continuem se comunicando através de um sistema de mensagens a cobrar. Na primeira fase, isso só será possível entre números de uma mesma operadora, mas a expectativa é de que em poucos meses o sistema já ofereça a interoperabilidade, que é a capacidade de operar entre diferentes operadoras. O sistema já foi testado no Chile, desde 2007 e, no Brasil e Equador, desde 2009.
 
É uma população pobre que, muitas vezes, deixa de se comunicar por falta de dinheiro. A ferramenta vai permitir que as situações mais importantes sejam resolvidas mesmo sem saldo. Esse será nosso primeiro produto, mas já negociamos a implantação do sistema de resposta pré-paga. Aí é ao contrário: quem envia a mensagem já paga pela resposta do outro. É uma boa ferramenta para os pais não ficarem sem a resposta dos filhos, por exemplo”, destaca o diretor.
 
A primeira incursão internacional da empresa foi pelo Chile, em 2007, onde mantém um escritório operacional e de onde são gerenciadas as ações da Take.net para toda a América Latina, exceto para o Brasil. A empresa tem negócios também no Equador desde 2009.
 
Novos mercados - “A busca por novos mercados está no nosso DNA. Isso não tem a ver com o momento econômico atravessado pelo Brasil, que continua um excelente mercado. Uma empresa de tecnologia como a nossa pode operar remotamente e isso facilita a internacionalização que pode ser feita por franquia ou representação. Escolhemos o segundo modelo. Por outro lado, isso faz com que a competição seja realmente global, o que nos força estarmos na ponta, sempre”, afirma o executivo.
 
Para a América Latina está em fase de testes no Equador a plataforma Pay 4 Me, que permite a triangulação de serviços. Através dela uma pessoa pode pagar um pacote de dados para outro número. “Grande parte das pessoas que usam o pré-pago não acessa a internet, mas sente essa necessidade. Um dos maiores desafios das operadoras é aumentar o acesso desses consumidores. Pela plataforma o cliente poderá pedir a um outro que compre o pacote de dados. De outro lado, as operadoras poderão escolher que tipo de serviço ofertar pela Pay 4 Me”.
 
Para dar suporte a esse crescimento, a equipe de desenvolvimento, que fica baseada em Belo Horizonte, deve crescer nos próximos meses. A intenção é de que a sede da empresa continue na Capital, amparada pelo escritório no Chile e outro escritório comercial em São Paulo.
 
 

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