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DC Inovação

11/03/2016

Startup quer recolocar Mariana no roteiro

Aplicativo desenvolvido por mineiros destaca os atrativos turísticos da cidade histórica
Thaíne Belissa
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Desenvolvida com intuito de ajudar a cidade de Mariana a se reerguer após o acidente, a solução "Salve Mariana" não foi monetizada/Divulgação
Depois de figurar inúmeras vezes na mídia atrelada à notícia negativa do rompimento da barragem de rejeitos Fundão, o município de Mariana, na região Central de Minas Gerais, ganha a chance de ser vista sob um novo olhar. Há quatro meses, um mineiro e mais quatro sócios desenvolveram, por meio da startup Game Developers, o Salve Mariana, aplicativo que destaca os atrativos turísticos da cidade histórica. Desenvolvida com intuito de ajudar a cidade a se reerguer após o acidente, a solução não foi monetizada, mas os sócios já pensam em trabalhar a tecnologia para que ela chegue a outros municípios como um produto.

A startup responsável pelo aplicativo fica em Florianópolis, no Sul do País, mas a ideia chegou por meio do fundador e CEO da empresa, Juliano Cristian Bonifácio, que é de São João del-Rei. “Moro em Florianópolis, mas sou mineiro, e fiquei sensibilizado com a situação de Mariana. Então pensei que podíamos criar algo para ajudar, mas uma solução que fosse além da questão das doações que já estavam acontecendo. Foi quando decidimos divulgar o que tem de melhor na cidade, que é o turismo”, afirma.

Mesmo sem saber detalhes das consequências do acidente na cidade, o empreendedor acabou chegando em um dos principais problemas vividos por Mariana após a tragédia. Segundo a coordenadora de turismo do município, Lívia Castro, houve uma queda drástica no comércio local, na ocupação hoteleira e até na circulação de turistas nas ruas. Ela afirma que o noticiário do acidente tem espantado os visitantes, que acham que a cidade não tem condições de receber turistas.

“Nosso objetivo é levar o lado bom de Mariana para o Brasil e para o mundo. Também queremos atingir a população local: trazer de volta a autoestima do morador para que ele participe dessa virada de jogo e ajude a cidade a atrair visitantes”, afirma o CEO da Game Developers. Segundo ele, a empresa investiu cerca de R$ 10 mil, entre patente, estrutura e software, além do trabalho da equipe no desenvolvimento do aplicativo. Até o momento, o app já teve mais de 4 mil downloads. Na versão piloto do Salve Mariana o usuário consegue encontrar informações sobre o turismo na cidade, como a parte histórica, a culinária e o Carnaval de rua.

Os sócios também apresentaram a proposta para a prefeitura da cidade, que ainda sugeriu a inserção de um canal para que o município divulgue seus boletins e eventos. “O aplicativo cumpre, então, duas funções: além de promover o turismo na cidade aproxima o morador da prefeitura”, diz. O acesso ao aplicativo é gratuito e o objetivo, segundo o CEO, é que isso permaneça assim mesmo que a startup monetize a solução e a leve para outros municípios.

Entre os possíveis caminhos desenhados pelos sócios para atrair recursos para o aplicativo está o estabelecimento de parcerias com governo e empresas, que invistam na ferramenta em troca de exposição de sua marca. Outra possibilidade é “vender espaço” no aplicativo para empresários ligados ao turismo e que tenham o desejo de divulgar seu estabelecimento.

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