09/11/2013 - Solar-Par fará inversões de R$ 250 mi em Teófilo Otoni

A Solar-Par S/A, holding especializada no segmento de energia fotovoltaica, vai investir R$ 250 milhões na construção de uma fábrica destinada à produção de lingotes, wafers de silício cristalino, células e módulos fotovoltaicos em Teófilo Otoni (Vale do Mucuri). O plano da empresa, além de produzir esses equipamentos, é de verticalizar a cadeia produtiva, chegando à geração de energia e locação de sistemas. O projeto da Solar-Par está bem mais adiantado do que os da espanhola Solaria e da australiana Sky Solar, noticiados nos últimos dias com exclusividade pelo DIÁRIO DO COMÉRCIO, que também pretendem investir no segmento de energia solar no Norte de Minas. A holding deve dar entrada no processo de licenciamento ambiental em janeiro do ano que vem e o start up da planta está previsto para o início de 2015. Conforme o presidente da empresa, Tersandro Milagres, a escolha de Teófilo Otoni para abrigar a unidade aconteceu em função da localização do município, próxima ao Espírito Santo, Estado no qual a Solar-Par também construirá uma fábrica. Além da questão logística, a cidade encontra-se dentro da área de influência da Superintendência de Desenvolvimento do Nordeste (Sudene), o que facilita a concessão de incentivos fiscais. Milagres também destacou a importância do empenho da Prefeitura de Teófilo Otoni, que doou um terreno de 100 mil metros quadrados para a construção da planta, além do fato de o município estar no Vale do Mucuri. "Queríamos que o empreendimento estivesse em local que fizesse a diferença.  gratificante saber que estamos privilegiando uma região carente de bons projetos e que será um polo de inovação tecnológica do setor solar em Minas Gerais", afirmou. A companhia prevê que durante as obras de implantação da unidade sejam gerados 250 empregos diretos e outros 440 após o início das operações. Além disso, a planta também terá um centro de pesquisas que demandará aporte de R$ 12 milhões. O faturamento anual previsto para a indústria é da ordem de R$ 250 milhões. A unidade fabril terá capacidade produtiva anual de 380 mil módulos fotovoltaicos, o que equivale a 95 megawatts (MW), o suficiente para atender 1,9 mil residências por ano. Além desses equipamentos, a planta produzirá cerca de 26 milhões de células fotovoltaicas e o mesmo volume de wafers de silício, suprindo a demanda da empresa a atendendo o mercado. Além das plantas mineira e capixaba, a Solar-Par também construirá uma unidade em Mato Grosso do Sul e pretende atender o mercado de células e módulos fotovoltaicos de alta qualidade no Sudeste, Nordeste e Centro-Oeste do país. Para isso, a empresa vai usar tecnologia alemã, suíça e francesa. "Tentamos reunir as tecnologias mais avançadas no mundo no processo de fabricação desses insumos", destacou.