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Economia

14/09/2017

Santa Rita do Sapucaí inova em telefonia e segurança

Feira industrial mostra tendências
Gabriela Pedroso*
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As empresas da região participaram da 14ª edição da Feira Industrial do Vale da Eletrônica (Fivel)/Gabriela Pedroso
Em Santa Rita do Sapucaí, no Sul de Minas, se respira inovação e tecnologia. Apesar de pequeno, com uma população em torno de 40 mil habitantes, o município se destaca pela capacidade de desenvolver e lançar anualmente diversos produtos da indústria elétrica e eletrônica. Um dos destaques da 14ª edição da Feira Industrial do Vale da Eletrônica (Fivel), que termina hoje, é a tornozeleira eletrônica produzida pela Alarmes Santa Rita. O aparelho, cujo grande diferencial está na sua aplicação, é inviolável. Em qualquer tentativa de retirá-lo, o dispositivo emite sinais de alerta e notifica a plataforma responsável pelo seu rastreamento.

Além de corrigir as deficiências dos modelos hoje disponibilizados no mercado, levantamento feito pela Alarmes Santa Rita mostra que a tornozeleira fabricada no Vale da Eletrônica pode gerar uma economia de cerca de R$ 880 milhões aos cofres de Minas Gerais. Isso porque, hoje, o governo do Estado tem um custo mensal com um presidiário estimado em R$ 2,7 mil, enquanto a mensalidade pelo uso do equipamento sairia por R$ 250.

“A eficiência da tornozeleira está mais na aplicação do que na tecnologia em si. A cinta utilizada no equipamento possui sensores e não é possível ser burlada. Ela tem de ser destruída para ser desmontada. É impossível cortá-la e a central (de rastreamento) não ser avisada”, explica o proprietário da Alarmes Santa Rita, Roberto de Souza Pinto, que investiu R$ 1,5 milhão no desenvolvimento do produto.

Entre as vantagens do equipamento frente a outros existentes no mercado estão, além da cinta com sensores, a utilização de dois chips de celular para o monitoramento, duplicando a segurança; duas baterias de alta autonomia, assegurando uma capacidade de funcionamento próxima a 100 horas; garantia de conexão; e circuito elétrico próprio, que controla o aquecimento da tornozeleira. Segundo Roberto Pinto, que também é presidente do Sindicato das Indústrias de Aparelhos Elétricos, Eletrônicos e Similares do Vale da Eletrônica (Sindvel), a sua empresa tem capacidade de produzir 90 mil peças por mês.

Homologado pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), o dispositivo também pode ser utilizado com o fim de medida protetiva. Nesse caso, a vítima contaria com um rastreador que, vinculado à tornozeleira, avisaria a aproximação do agressor - que também seria comunicada por meio de ligação da central de rastreamento - para que fossem tomadas as medidas cabíveis. “Não basta tecnologia e produto, mas descobrir a sua aplicabilidade na sociedade”, afirma Pinto.

A Alarmes Santa Rita agora busca no Brasil empresas parceiras para a prestação do serviço de monitoramento nos estados, viabilizando a utilização do equipamento. A empresa fabrica ainda rastreadores de veículos, cargas e portáteis, centrais de alarmes com IoT, repelente eletrônico de ratos e morcegos, e desenvolve produtos eletroeletrônicos customizados em hardware e software.

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Leucotron - Há 34 anos no Vale da Eletrônica, a Leucotron Telecom, reconhecida no País no segmento de telefonia IP e convencional, também marcou presença na Fivel com dois lançamentos: o PABX Digital Flux IP e o sistema To.Do.

O primeiro consiste em um sistema de comunicação de grande porte que permite redução significativa de gastos com telefonia com ligações realizadas pelos ramais do Flux IP para aparelhos móveis, que pode chegar a custo zero. Já o To.Do é um programa de automação voltado à governança hoteleira, que permite que todo o controle do trabalho dos hotéis seja realizado por meio do ambiente digital.

Com pesquisa e desenvolvimento dos dois projetos, a empresa calcula ter investido cerca de R$ 2,5 milhões, sendo R$ 500 mil para o software de gestão de hotéis. A Leucotron busca anualmente trazer lançamentos para o mercado eletrônico, o que traz para o grupo um alto percentual de inovação. Hoje, 54% do faturamento da instituição vêm de produtos desenvolvidos nos últimos três anos.

Diretor de operações da Leucotron, José Francisco Cançado Braga conta que a fábrica possui estoque de produtos, mas o seu forte está na customização segundo a necessidade do cliente, o que exige planejamento estatístico e de pessoal de vendas. Para o executivo, a Fivel funciona como uma vitrine da produção do Vale da Eletrônica.

“Para a indústria eletrônica de Santa Rita (do Sapucaí), a Feira é muito importante  para mostrar para o mundo o que a gente faz aqui. Hoje somos conhecidos internacionalmente, mas o evento traz pessoas aqui para conhecerem in loco o que produzimos e para fomentar negócios também”, avalia. Além de atender ao mercado interno, com 350 concessionárias parceiras em todo o Brasil, a Leucotron exporta para México, Colômbia e Costa Rica.

*A repórter viajou a convite do Sindvel

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