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17/11/2017
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Economia

10/11/2017

Produção deve crescer quase 31% em 2018, graças à mistura ao diesel

Reuters
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São Paulo - O Brasil deverá produzir quase 31% mais biodiesel em 2018, refletindo a antecipação em um ano do aumento da mistura do produto ao diesel, para março, em uma decisão tomada ontem pelo governo e que deve ter efeitos positivos para a indústria de soja, além de reduzir a necessidade de importação do derivado do petróleo.

A antecipação do aumento da mistura de 8% (B8) para 10% (B10) foi aprovada em reunião extraordinária do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE), realizada em Brasília.
A resolução do CNPE apenas chancela uma decisão que já havia sido tomada. Em setembro, o secretário de Petróleo e Gás do Ministério de Minas e Energia, Márcio Félix, disse que o governo anunciaria até o fim do ano a elevação da mistura.

As discussões quanto à antecipação começaram em julho, quando o setor de biodiesel se reuniu com o presidente Michel Temer para fazer tal demanda.

Pelos cálculos da Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove), a produção de biodiesel do Brasil deverá aumentar para 5,5 bilhões de litros em 2018, ante os 4,2 bilhões de litros esperados para 2017.

Conforme a entidade, o processamento de soja deverá crescer em 1,5 milhão de toneladas no próximo ano, para 43 milhões de toneladas, graças à implantação do B10, aumentando também a oferta de farelo de soja para a indústria de carnes.

No total, a destinação de óleo de soja para produção de biodiesel em 2018 deverá ser de 3,7 milhões de toneladas, acima das 2,9 milhões de toneladas consideradas para este ano, segundo a Abiove.

Entre 75% e 80% do biodiesel fabricado no Brasil tem a soja como matéria-prima.
A antecipação do B10 é uma boa notícia para o setor de soja, que se prepara para colher na safra 2017/18 o segundo maior volume da história.

Desde que começou a ser adotado, em 2005, até 2017, o biodiesel gerou demanda para processamento doméstico de 98 milhões de toneladas de soja. Outras 4,2 milhões de toneladas de gorduras animais foram usadas, evitando o descarte inadequado no meio ambiente, de acordo com a Abiove.

Impacto econômico - Ainda segundo os cálculos da Abiove, o B10 significará economia de US$ 2,2 bilhões em divisas internacionais com a substituição do volume equivalente importado de diesel mineral.

A expectativa é de que também leve à criação de 20 mil novos postos de trabalho.
“É uma boa notícia. O aumento do biodiesel trabalha três pilares: o da sustentabilidade, o da inclusão social e o da parte econômica, com dois pontos positivos, ao agregar valor dentro do Brasil e também aumentar nossa segurança energética”, avaliou o gerente de economia da Abiove, Daniel Furlan Amaral.

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