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DC Turismo

29/07/2017

Pesquisa revela destinos turísticos inteligentes em MG

Foram percorridas 450 cidades no mês de junho
Daniela Maciel
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Maioria dos municípios já entende essa realidade; merecem destaque BH e Araxá (foto)/Divulgação
Para receber bem os visitantes e se tornar um lugar indicado por eles, os atrativos precisam usar as novas tecnologias de maneira estratégica. Esse uso, ancorado em estudos, deu origem ao conceito, criado na Espanha, “Destinos Inteligentes”, que diz respeito a um “destino turístico inovador, consolidado sobre uma infraestrutura tecnológica de vanguarda, que garanta o desenvolvimento sustentável do território turístico. Acessível a todos, facilita a interação e a integração do visitante com o meio ambiente e melhora a qualidade de sua experiência no destino.”

Para mapear a consciência e o uso feito pelos municípios mineiros da inovação e da tecnologia no turismo, a Secretaria de Estado de Turismo de Minas Gerais (Setur-MG), em parceria com o Observatório do Turismo da Universidade Federal do Paraná, percorreu 450 cidades, no mês de junho, e seguiu a metodologia do projeto de pesquisa “Definição de Modelos Operacionais para Destinos Turísticos Inteligentes (DTI)”, coordenado pela Universidade de Alicante, Espanha. O resultado está disponível no site do Observatório do Turismo de Minas Gerais.

De maneira geral, os números apurados pela pesquisa mostram que a maioria das cidades está ciente de que a tecnologia é imprescindível para o desenvolvimento dos destinos, porém poucas já fazem esse uso estratégico.

No quesito “Avaliação do conceito de DTI”, a resposta “Uma boa referência para a gestão de destinos turísticos”, obteve nota 4,4 em cinco pontos possíveis. Já no item “Configuração de um DTI é...”, obteve nas respostas “A chave para se adaptar às tendências da demanda”, nota 4,4; “Fundamental para competir no mercado de turismo atual”, 4,2; e na resposta “A chave para ser mais eficaz e reduzir os custos”, 4,3; sempre na pontuação máxima possível cinco.

De acordo com o superintendente de Políticas do Turismo da Setur, Rafael Oliveira, os resultados apurados estão dentro do esperado e servem para o desenvolvimento de novas políticas públicas para o turismo no Estado. “Esse mapeamento é importante para que possamos detectar oportunidades e dificuldades. Sabemos que daqui a pouco será uma obrigação de todos os destinos usar a inovação e os serviços digitais, incentivar o empreendedorismo local e investir na qualidade das redes móveis. O estudo mostrou que a maioria dos municípios já entende essa realidade, porém, poucos começaram a trabalhar nisso. Merecem destaque Belo Horizonte e Araxá (Alto Paranaíba)”, explica Oliveira.

No que tange à aplicação das novas tecnologias o panorama muda radicalmente. Poucas notas conseguem ultrapassar os três pontos. A resposta “Meu destino tem uma estratégia bem definida para se tornar um destino inteligente”, mereceu 2,7. Já “Existe um alto grau de parceria público-privada que facilita a evolução para um destino inteligente”, 2,6. “Os vários departamentos municipais colaboram com iniciativas próprias para conformar o destino em um destino inteligente”, 3,0. Quando perguntadas se “Existe conectividade com a internet (wi-fi) nas principais áreas turísticas de meu município, 49.1%, responderam que não; 37.5% que existe a conectividade, porém não abrange todas as áreas; e apenas 13.5%, que sim.

Quanto à inovação as respostas mantiveram o nível de assertividade. “Meu destino é inovador na criação de novos espaços, produtos e captação de novos mercados ou a geração de novos modelos de negócios”, conquistou nota 2,6.

As barreiras para se tornarem um Destino Turístico Inteligente parecem claras para a maioria dos respondentes. Falta de estratégia e dinheiro são as principais. O grau de importância da “Falta de uma estratégia bem definida”, mereceu nota 4,0. “Orçamento limitado”, 4,1. E “Pouca colaboração público-privada”, 3,7.

“A ideia agora é monitorar e criar parcerias estratégicas para trabalhar o conceito dentro dos municípios e também através de eventos e ações. Um exemplo é o 2º Seminário de Pesquisa e Inovação em Turismo, que vai acontecer dentro da Finit (Feira Internacional de Negócios, Inovação e Tecnologia), em novembro, em Belo Horizonte. É importante lembrar também que inovação não é, necessariamente, apenas tecnologia e tem alto custo. Ela é uma nova forma de resolver um velho problema. Nosso desafio é criar articulações para que isso seja possível e se reverta em um melhor atendimento aos turistas e mais visitantes conhecendo o nosso Estado”, afirma o superintendente de Políticas do Turismo da Setur.

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