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Negócios

14/09/2017

Perestroika vai inaugurar casa colaborativa no centro da Capital

Thaíne Belissa
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Belo Horizonte está no radar da Perestroika, escola de cursos livres que nasceu no Rio Grande do Sul e tem quatro filiais no País. Presente na capital mineira há três anos, a empresa tem aumentado a atuação na cidade, oferecendo um número cada vez maior de cursos. Agora, a Perestroika se prepara para o lançamento de novidades em Belo Horizonte: a oferta de cursos híbridos com presença off-line e on-line e a inauguração de uma casa colaborativa na região central da cidade, que será destinada a diferentes iniciativas voltadas para a tecnologia e o empreendedorismo.

Criada a partir de uma nova visão sobre a educação, a Perestroika oferece cursos livres que não têm vínculo com o Ministério da Educação (MEC), de forma que a instituição fica livre para oferecer cursos fora do padrão e com um conceito mais futurista e inovador. “Não ter vínculo com o MEC nos dá a oportunidade de gerar experiências personalizadas aos nossos alunos, sem nenhuma amarra. Nossos professores não precisam necessariamente ter mestrado ou doutorado, mas são profissionais de referência no Brasil”, explica o fundador da Perestroika, Dudu Obregon.

Os temas de cursos da escola são diversos: pôker, teoria feminista, empreendedorismo, moda e arquitetura. De acordo com Obregon, os cursos são voltados para a prática e para a aplicabilidade no mundo do trabalho. O principal público da Perestroika são adultos de 20 a 45 anos que vivem diferentes momentos, seja o de início, auge e até mesmo troca de carreira. “As instituições de educação existentes hoje, com suas salas de aulas dos anos 80 e 90, não preparam as pessoas para a era da inovação. Nós oferecemos opções que esse mercado tradicional não atende, nosso olhar é do presente para o futuro”, diz.

A sede da Perestroika fica em Porto Alegre, mas a escola tem outras quatro filiais em São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília e Belo Horizonte. Na capital mineira, a Perestroika está presente desde 2014, tendo atendido cerca de 1.600 alunos com 48 cursos diferentes. O fundador explica que a vinda para Belo Horizonte foi estratégica tanto devido à importância da cidade para o País, quanto pela cena de inovação e empreendedorismo que é crescente na Capital.

“Em 2013, passamos 10 dias em Belo Horizonte e vimos que a cidade vivia uma efervescência criativa, um boom de empreendedorismo. Como a Perestroika tem essa vocação de acelerar projetos entendemos que era um momento pertinente para nos estabelecermos na cidade”, relata. Desde então a atuação da escola só cresce na Capital: em 2014, a Perestroika iniciou suas atividades oferecendo sete cursos. Esse número foi crescendo progressivamente e, este ano, a escola oferece 20 cursos diferentes.

Obregon explica que os cursos não são fixos e vão sendo criados e realocados de acordo com a demanda e a cena criativa da cidade. Para este ano, a Perestroika prepara uma novidade no currículo da filial de Belo Horizonte: os cursos híbridos, que vão mesclar aulas online e offline. Segundo o fundador, essa modalidade permitirá a entrega de um curso ainda mais personalizado aos alunos.

Casa colaborativa - Outra novidade da escola para a capital mineira é a inauguração de uma casa colaborativa, no centro da cidade. Obregon não deu muitos detalhes sobre o projeto, que ainda está em desenvolvimento, mas garantiu que o espaço será inaugurado ainda este ano. Além de ser a nova sede da Perestroika em Belo Horizonte, o espaço reunirá outras iniciativas voltadas para a tecnologia, educação e colaboração.

“Fizemos algo parecido com a Alfaiataria, em 2015, quando ocupamos um casarão no bairro Funcionários que seria demolido em seis meses. Nesse tempo criamos um espaço de coworking, uma galeria de arte com artistas da cidade, uma loja de design de empreendedores locais, bar e restaurante com comidas mineiras, um estúdio de tatuagem, além de uma extensa programação cultural gratuita. Essa iniciativa deu uma chacolhada na cena criativa, empreendedora e maker de Belo Horizonte. Queremos fazer algo parecido com esse novo espaço, mas com uma pegada mais tecnológica”, adiantou.

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