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18/10/2017

ONU alerta para importância de mulher gerir o próprio corpo

Thomson Reuters Foundation
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Londres - Fracassar em dar às mulheres mais pobres o controle sobre seus corpos pode ampliar a desigualdade em países em desenvolvimento e prejudicar o progresso rumo a metas globais que visam erradicar a pobreza até 2030, alertou ontem o Fundo de População das Nações Unidas (FPNU).

Incontáveis mulheres e meninas do mundo todo não têm o direito de opinar em decisões sobre sexo e natalidade e têm dificuldade de acesso a serviços de saúde, como planejamento familiar, correndo o risco de gestações indesejadas e abortos, informou um relatório do FPNU.

O acesso ao controle de natalidade permite que as mulheres adiem e criem intervalos entre os nascimentos, reduzindo a mortalidade de mães e filhos, fortalece economias liberando as mulheres para o trabalho e induz famílias menores nas quais os pais conseguem dedicar mais tempo à saúde e à educação dos filhos.

Mesmo assim, muitas das mulheres mais pobres do mundo - especialmente as mais jovens, menos educadas e moradoras de áreas rurais - não usufruem destas oportunidades porque tais serviços são escassos, muito caros ou desdenhados por suas famílias e comunidades, avaliam especialistas.

Isso pode agravar a diferença de gêneros, reforçar a desigualdade entre os mais pobres e os mais ricos e, em última instância, enfraquecer as economias, alertou o FPNU em seu relatório anual “Estado da População Mundial”.

Negar às mulheres o acesso a serviços de saúde reprodutiva também pode minar os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da Organização das Nações Unidas (ONU), um plano global para acabar com a pobreza e a desigualdade até 2030, segundo o levantamento.

“Hoje, a desigualdade não diz respeito só a ter ou não ter... diz respeito cada vez mais a poder e não poder”, ponderou a diretora-executiva do FPNU, Natalia Kanem, em um comunicado.

“As mulheres pobres que carecem dos meios para tomar suas próprias decisões sobre o tamanho da família ou que estão com a saúde ruim por causa de cuidados de saúde reprodutiva inadequados dominam as fileiras do ‘não poder’”, afirmou ela antes do lançamento do relatório em Londres.

Contraceptivos - Pelo menos 214 milhões de mulheres de países em desenvolvimento não conseguem ter acesso a contraceptivos, o que resulta em 89 milhões de gestações indesejadas e 48 milhões de abortos por ano, segundo o FPNU.

Mas um número crescente de países vêm prometendo elevar seus gastos com serviços de saúde reprodutiva, parte da iniciativa Planejamento Familiar 2020, que almeja oferecer acesso a métodos de controle de natalidade a 120 milhões de mulheres a mais em todo o planeta.

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