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12/10/2017

Neurociência facilita a gestão de pessoas

Daniela Maciel
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Salamacha: decisões são tomadas de forma inconsciente ou irracional/Divulgação
Nos últimos anos, a neurociência se tornou um conhecimento base para diferentes técnicas e ferramentas para a gestão de carreiras e de empresas. Na década de 1990, a evolução dos equipamentos de ressonância e tomografia permitiu que aos conhecimentos empíricos advindos da psicologia e da psiquiatria se somassem uma série de conhecimentos sobre as funcionalidades do cérebro. A partir daí, as reações cerebrais passaram a gerar algorítimos computacionais.

A Matriz Stakehand, desenvolvida pelo pesquisador corporativo e integrante do grupo de pesquisa no Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) sobre Inovação Tecnológica nas Organizações, Luciano Salamacha, usa a metáfora dos dedos para simplificar a alavancagem de carreiras e negócios. São cinco passos que apresentam elementos eficazes na conquista de resultados, cada um deles representado por um dos dedos das mãos. Na palma da mão é depositado o problema que requer solução e nos dedos as ações necessárias para chegar ao objetivo com um projeto, tudo baseado em cinco pilares: força de vontade, conhecimento, resiliência, disciplina e planejamento.

“Toda decisão é tomada aliando uma parte consciente e outra inconsciente do cérebro. Mais de 85% das nossas decisões são tomadas de forma inconsciente ou irracional. A neuroestratégia que propomos prevê que sabendo distinguir o que é racional do que é irracional é possível chegar com mais facilidade ao resultado almejado”, explica Salamacha.

Dentro das empresas a neuroestratégia pode ajudar a identificar os componentes predominantes na reação dos gestores. A escolha certa de gatilhos mentais é uma forma de reforçar a sinapse que pode modificar resultados, gerando condicionamento. Assim, essa escolha pode auxiliar no controle sobre o estado mental do indivíduo naquele momento e no controle da sua irracionalidade. O que se propõe não é a eliminação da irracionalidade, mas o seu conhecimento e uso adequado para um determinado resultado.

“Em tempos de crise, os gatilhos dentro das empresas costumam ser ‘segurança’, ‘cuidado’, ‘diminuição dos investimentos’. As empresas precisam, agora, mudar essa chave. Se a economia brasileira está começando uma retomada, elas precisam de novos gatilhos mentais, como ‘oportunidade’, ‘desenvolvimento’, ‘crescimento’, sob pena de ficarem engessadas e deixarem o bom momento passar”, alerta o especialista em neuroestratégia.

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