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Negócios

20/05/2017

Modelo de fomento americano é destaque

Bem-sucedido, projeto da SBA assegura que pelo menos 23% dos gastos do governo sejam destinados a PMEs
Thaíne Belissa
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Cornelius Jr elogiou a atuação do Sebrae Minas/Alisson J. Silva
No momento em que empresários brasileiros tentam se situar no meio do caos do mercado financeiro provocado pela intensificação da crise política, o Consulado dos Estados Unidos em Minas Gerais, o Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas de Minas Gerais (Sebrae Minas) e o jornal DIÁRIO DO COMÉRCIO promoveram em Belo Horizonte uma palestra  com Eugene Cornelius Jr., que é Administrador Adjunto da US Small Business Administration – SBA (Agência para Pequenos Negócios), criada em 1953 como órgão independente do governo norte-americano que apoia pequenas e médias empresas.
O encontro, que buscou apresentar a experiência internacional sobre a “sobrevivência de pequenos negócios”, aconteceu na sexta-feira, na sede do Sebrae Minas.

Antes de iniciar a palestra, o executivo se reuniu com o diretor Técnico do Sebrae Minas, Anderson Cabido, e com o diretor de Operações do Sebrae Minas, Marden Márcio Magalhães. Eles explicaram sobre a atuação do Sebrae em Minas Gerais e sobre a cobertura que a entidade faz de 100% dos municípios mineiros. Eles conversaram sobre o apoio da instituição à inovação e a evolução dos processos para a abertura de empresas no Estado, que estão cada vez mais facilitados. Cornelius se disse muito satisfeito com o que ouviu e garantiu que o governo dos EUA tem todo o interesse em desenvolver parcerias com a instituição para fomento das pequenas e médias empresas.

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Eugene Cornelius elogia atuação do Sebrae


A visita do executivo norte-americano foi possível graças à insistência da Cônsul dos EUA em Minas Gerais, Rita Rigo, que alertou Cornelius que “ele não poderia vir ao Brasil e deixar de visitar Minas Gerais”. Ao subir ao palco para iniciar a palestra, o executivo disse ter entendido o porquê dessa insistência. “Agora eu entendi porque a nossa cônsul foi tão enfática sobre a minha vinda a Belo Horizonte. Vocês têm uma bela cidade e, preciso dizer, estou impressionado sobre o que ouvi a respeito da atuação do Sebrae no Estado”, elogiou.

Ele explicou que a SBA foi criada nos EUA com o objetivo de reduzir a taxa de desemprego naquele país. Dessa forma, o modelo lógico para o governo norte-americano foi o fomento de pequenos e médios negócios. “Alguém pode perguntar o que tem a ver fomentar pequenas empresas e reduzir taxas de desemprego. Tem tudo a ver: são as pequenas e médias empresas que mais geram oportunidade de trabalho e em regiões menos favorecidas”, disse.

De acordo com o executivo, a agência adotou um modelo guiado por quatro eixos: contratação, aconselhamento, capital e assistência a situações de desastre. Cornelius disse que a SBA garante que pelo menos 23% dos gastos do governo federal sejam destinados a pequenas e médias empresas. “Não estamos falando de empréstimo e nem de financiamento a fundo perdido. Estamos falando de contratos fechados, que permitem as empresas receberem capital, contratarem pessoas e desenvolverem seus negócios”, frisou. As pequenas e médias empresas são responsáveis por 68% do Produto Interno Bruto (PIB) dos EUA.

No eixo aconselhamento, a preocupação da SBA é com a capacitação dos empresários, trabalho que a agência faz em parceria com as universidades. Entre as iniciativas da SBA nesse sentido, está o Score, projeto que traz os executivos aposentados para ensinar os empreendedores mais jovens. “Esse trabalho é muito interessante porque estamos falando de empresários que aprenderam muito na vida e passaram por todas as etapas para a construção de uma empresa. Então, agora, eles podem passar essas experiências”, disse.

Além disso, a agência também tem uma atuação dedicada exclusivamente aos momentos de desastres, que podem ser tanto catástrofes naturais quanto momentos de crises que de alguma forma atrapalham a atividade comercial. Segundo Cornelius, a SBA garante linhas de crédito com juros baixos para que as empresas passem por esse momento o mais rápido possível. “Sabemos que quanto mais uma empresa demora para se recuperar menos chances ela tem de sobreviver e manter os empregos. Essa linha ajuda essas empresas a, pelo menos, colocarem a cabeça para fora d’água”, explicou.

De acordo com o executivo a agência conta com dois tipos de financiamentos para as empresas. Um deles empresta até US$ 5 milhões para qualquer investimento no negócio e o outro oferece até US$ 30 milhões para investimentos em infraestrutura. As taxas de juros dependem de cada financiamento, mas de maneira geral elas costumam ficar abaixo de 2% ao ano.




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