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Negócios

05/04/2016

Mercado de franchising cresce em meio à crise

Setor avançou 8,3%, atingindo R$ 139,593 bilhões em faturamento
Daniela Maciel | Tatiana Lagôa | Thaíne Belissa
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Quem souber investir hoje terá ganho certo quando a crise passar, essa é a aposta de Renara Ribeiro, da Chifon/Alisson J. Silva
Assustadas com o desemprego muitas pessoas enxergaram no empreendedorismo uma solução e no franchising o modelo de negócios ideal. O bom resultado do setor, embalado pelo empreendedorismo de necessidade, porém, não garante o sucesso de cada unidade aberta.

Existem no País, de acordo com a Pesquisa do Desempenho de 2015 divulgada, no fim de janeiro pela Associação Brasileira de Franchising (ABF), mais de 3 mil marcas em operação, registrando um aumento de 4,5% no número de redes em relação a 2014. O número de unidades franqueadas em operação expandiu 10,1% em relação ao ano anterior. O setor registrou no ano passado um crescimento de 8,3%, atingindo R$ 139,593 bilhões em faturamento.

Se, de um lado, o franchising é apontado como um investimento de menor risco, de outro não é garantia de que tudo dê certo automaticamente. Para a diretora da Associação Brasileira de Franchising (ABF) regional Minas Gerais, Danyelle Van Straten, estudo e planejamento são imprescindíveis para o sucesso de qualquer modelo de negócio. “É preciso pensar muito bem antes de investir em qualquer época. É importante ter um plano de negócios bem estruturado, com uma margem de capital de giro que suporte o tempo necessário para que o investimento dê retorno”, alerta Danyelle Van Straten.

Segundo o diretor de inteligência de mercado, relacionamento e sustentabilidade da ABF, Claudio Tieghi, parte desses números se explica pelo medo da recessão econômica. “Identificamos em 2015 que os candidatos se apresentaram mais preparados. Muitos são profissionais que continuam empregados mas querem um ‘plano B’. O segredo, aqui, é o processo eletivo. Todo empreendedor deve passar por processos eletivos de diferentes marcas dentro do segmento escolhido para ter certeza da opção”, aconselha Claudio Tieghi.

De acordo com a executiva, muitas pessoas têm medo de investir em períodos de crise, mas esse pode ser um tempo de oportunidades. “A crise vai passar e quem souber investir hoje, na baixa, terá ganho certo quando tudo se estabilizar. Também é hora para renegociar preços com fornecedores, aluguéis e outros custos”, afirma a diretora da ABF regional Minas.

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Volta por cima - Foi com esse pensamento que a franqueada da marca de roupas femininas Chifon, Renara Cunha Ribeiro, deu início à primeira unidade da rede instalada em Minas Gerais. A loja foi inaugurada há quatro meses no Minas Shopping, na região Nordeste da Capital. Depois de trabalhar por mais de 15 anos no setor siderúrgico, o desemprego fez com que ela tomasse coragem para investir.

“Estudei vários modelos de negócios e notei que a franquia era uma opção mais segura – em virtude do conhecimento e estrutura acumulados – em que eu poderia aprender. Quando decidi realmente empreender busquei um sócio e partimos para a pesquisa de marca”, relembra Renara Ribeiro.

No mesmo sentido trabalha a biomédica e empresária Natália Paiva, que comanda três unidades da clínica Emagrecentro, distribuídas nas cidades de Ipatinga (Vale do Aço), Cataguases (Zona da Mata) e Caratinga (Vale do Rio Doce). A primeira unidade foi aberta em 2012. A segunda um ano depois e a última no ano passado. Hoje, ela já emprega 30 colaboradores.

“Eu era uma professora insatisfeita com a profissão. Comecei a estudar e vi que a franquia poderia me dar um bom suporte porque não tinha experiência. Pesquisei muito, conversei com franqueados, fiz visitas antes de decidir a marca. Continuei crescendo durante a crise e penso em continuar expandindo apesar das dificuldades”, destaca Natália Paiva.

Os homens também não tiveram medo de empreender. Na Capital, o empresário Gregório Lage encontrou no irmão o parceiro ideal para enfrentar a crise e o medo. Depois de se dedicar à tarefa de passar em um concurso público sem sucesso, encontrou na franquia da marca de colchões Orthocrin a opção desejada.

“O sonho de ser empreendedor era mais do meu irmão do que meu. Começamos a estudar o setor de franquias e pensamos em vários segmentos até escolher os colchões. Abrimos em agosto de 2014 a primeira loja, no bairro Cidade Jardim (região Centro-Sul), e a segunda, em novembro de 2015, no Minas Shopping. Se eu puder dar um conselho a quem quer empreender, é se planejar. Converse com quem está no mercado, estude. É preciso ter cautela e também coragem. Me descobri um empreendedor. De desempregado passei a gerar oportunidades. Temos sete colaboradores diretos”, comemora Lage.

Em Juiz de Fora, na Zona da Mata, o empresário Lucas Dias da Silva abandonou o antigo emprego em uma transportadora e investiu R$ 10 mil na microfranquia de maquiagem Miss Pink. Em menos de um ano sua esposa também já tinha abandonado o emprego para se dedicar ao negócio da família. “Sempre tive vontade de trabalhar por conta própria, mas tinha medo. Escolhi um segmento que sofre menos com a crise. Com uma unidade itinerante não temos obrigação com aluguel e funcionários. Transformamos as dificuldades financeiras em uma oportunidade”, avalia Silva.


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