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DC Turismo

13/05/2017

Inverno aquece turismo em Minas Gerais

Maria da Fé, Caxambu, Poços de Caldas e Macacos são ótimas opções para quem quer curtir o friozinho
Daniela Maciel
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Ele já está aí. A madrugada desta sexta-feira (12) foi fria em muitas regiões de Minas Gerais. O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) registrou 5,6ºC em Monte Verde, no Sul de Minas. Em Barbacena, na Zona da Mata mineira, a mínima foi 9,7°C. Na Capital, a madrugada foi a mais fria do ano até agora, 15,5ºC. O recorde anterior era 16,5°C, no dia 1º de abril.

Alta gastronomia, chocolate quente, caldos, vinho, quentão, fondue, montanhas, frio, muito frio. São muitas as palavras que simbolizam o inverno. Para Minas Gerais, a estação também significa alta temporada turística. As previsões de um inverno rigoroso, com recorde na queda das temperaturas, prometem grande fluxo de turistas nos principais destinos mineiros.

Ostentando o título de cidade mais fria do Estado, Maria da Fé, no Sul de Minas, integra o Circuito Caminhos do Sul de Minas, junto com Brazópolis, Conceição das Pedras, Cristina, Delfim Moreira, Itajubá, Marmelópolis, Pedralva, Piranguçu, Piranguinho e Santa Rita do Sapucaí. A cidade se prepara para receber até três vezes mais a sua população ao longo da temporada de inverno. De acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em 2010, o município tinha pouco mais de 14 mil habitantes.

Segundo o chefe do Departamento de Turismo da Prefeitura de Maria da Fé, William Siqueira, são as baixas temperaturas e a produção de azeite os principais atrativos da cidade. "A partir de maio, o movimento começa a crescer em Maria da Fé e quanto mais frio, melhor. Ainda não tivemos uma grande geada esse ano, mas o frio já chegou. Enquanto em outras cidades a geada é um problema, para nós é atração turística. Temos quatro estações meteorológicas instaladas e a divulgação das temperaturas é um dos charmes da cidade. O turismo rural é o nosso carro-chefe. As pessoas vão às fazendas conhecer o processo da fabricação do azeite, desde a colheita das azeitonas até o refinamento do óleo", explica Siqueira.

Com cerca de 300 leitos disponíveis, Maria da Fé tem estrutura hoteleira diversificada. Já no quesito alimentação a variedade não é tão grande e o maior sucesso é a comida típica mineira. Cerca de 50% dos visitantes são oriundos do estado de São Paulo, cuja capital fica a pouco mais de três horas de viagem. Já de Belo Horizonte, a distância de 403 quilômetros exige pouco mais de cinco horas de viagem. Quem prefere ir de ônibus precisa ir primeiro para Itajubá e de lá seguir para Maria da Fé, distante 22 quilômetros. O acesso rodoviário é tranquilo, com linha regular durante todo o dia.

"A Secretaria de Turismo está desenvolvendo folders com mapas e reforçando a sinalização para que os turistas possam fazer os passeios sem preocupação. A cidade também oferece serviços receptivos para quem quiser fazer passeios mais distantes. E até o final do mês, a Secretaria junto com o Centro de Atendimento ao Turista (CAT) vai se mudar para a antiga Estação Ferroviária para atender melhor os nossos visitantes", destaca o chefe do Departamento de Turismo da Prefeitura de Maria da Fé.

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Circuito das Águas - Também no Sul de Minas e integrante do Circuito das Águas, Caxambu é mais uma pérola encravada na Serra da Mantiqueira. Para o presidente do Caxambu e Região Convention & Visitors Bureau, presidente Marcos Loesch, o frio é uma boa época para o turismo na cidade, permitindo várias atividades ao ar livre, já que o tempo seco predomina durante a estação.

"Cada vez mais a temporada de inverno se torna importante para Caxambu. Os hotéis já lançaram pacotes especiais e a expectativa é de que a ocupação fique em torno dos 80%. O movimento cresce a partir da celebração de Corpus Christi (que este ano vai ser no dia 15 de junho), pouco antes da abertura da temporada. Temos, além das nossas águas termais - nossa atração mais conhecida -, eventos como o Festival Boa Mesa e o Festival de Inverno, que acontecem em junho e julho, dois grandes atrativos", aponta Loesch.

O pico de movimentação, porém, acontece na segunda quinzena de julho, junto com as férias escolares. Com um parque hoteleiro e opções de alimentação diversificadas, a cidade serve como base para turistas que querem conhecer cidades próximas, como São Lourenço e Baependi. Natureza e bem-estar são os dois principais segmentos turísticos do Circuito.

"Temos trabalhado em parceria com as cidades vizinhas. É bom para a cidade a regionalização do turismo, todos ganham com isso. Temos muitas atividades complementares, como as que fazem parte do Caminho dos Anjos, um trajeto de 200 quilômetros pela Serra da Mantiqueira, passando por muitos municípios", aponta o presidente do Caxambu e Região Convention & Visitors Bureau.

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