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DC Inovação

12/08/2017

Intercâmbio: parceria com ecossistema de inovação de Israel deve beneficiar o Brasil

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São Paulo - O SPInnovation Summit 2017- Israel Edition, evento organizado pela Harpia Capital com apoio do Consulado de Israel em São Paulo, Câmara Brasil-Israel de Comércio e Indústria, a Confederação Israelita do Brasil, Federação Israelita do Estado de São Paulo e o clube Hebraica, mostra como o ecossistema de inovação em Israel tem criado players globais, como Waze, Mattific, Viber, Mobileye, Solomoto, Forrest Limited, Parkam, Codemonkey, entre outros. Segundo levantamento da Goldman Sachs, o amadurecimento do ecossistema mudou o perfil de investimento que Israel recebe. As empresas israelenses líderes do mercado passaram a ser foco das grandes empresas globais e também melhorou o perfil dos investidores, mais focados em investidores estratégicos, americanos, europeus e asiáticos.

O volume de capital levantado pelas empresas israelenses em 2016 foi de US$ 5 bilhões, um ano recorde de financiamento, sendo 86% de capital estrangeiro, refletindo a evolução do ecossistema tecnológico israelense em um que produz empresas cada vez maiores.
Segundo Mario Fleck, presidente da Rio Bravo Investimentos e vice-presidente da Câmara Brasil-Israel de Indústria e Comércio, Israel possui o maior número per capita de startups no mundo, o maior investimento percentual em relação ao PIB destinado a Centros de P&D, que representa 4,4 % do PIB, terceiro maior país com empresas listadas na Nasdaq, atrás apenas dos Estados Unidos e China, maior número de investimento de venture capital per capita e o maior número de saídas para o mercado de capitais no mundo.

Israel tem despontado como centro de desenvolvimento de novas tecnologias de ponta. São mais de 500 startups de fintech, cobrindo tecnologias de pagamento, plataformas de empréstimo, gerenciamento de finanças pessoais, gestão de risco para fraude, otimização de fluxo de caixa, big data e analytics, com grande link com as empresas de cybersecurity e blockchain. Grandes bancos como Citi, Barclays, HSBC, Santander estabeleceram seus centros de fintech para aproveitar os talentos locais.

O crescimento nas soluções empresariais de missão crítica, incluindo o BI, o cloud management, fazem de Israel um líder na inovação em big data. Israel tem mais de 430 empresas de cyber security e 40 centros internacionais de P&D. É o segundo maior exportador global de cyber security, recebendo 20% dos investimentos globais em empresas de segurança cibernética em 2015. Em 2015, Israel exportou mais de US$ 6 bilhões em segurança cibernética, equivalente a 10% do mercado global.

Outra área que Israel se destaca é na tecnologia automotiva, que após o sucesso do Mobileye ampliou ainda mais o ecossistema. Hoje são mais de 80 empresas financiadas, 150 grupos de pesquisa e 2000 empreendedores.

O número de empresas israelenses de tecnologia voltada para marketing triplicou nos últimos cinco anos.

Ric Scheinkman, diretor executivo e sócio-fundador da Harpia Capital e idealizador do evento, ressalta o quanto investir no ecossistema poderá trazer benefícios e investimentos concretos ao País. “O Brasil precisa participar da revolução tecnológica que está acontecendo no mundo, e Israel pode ser um parceiro estratégico na construção de alianças entre empresas e também na capacitação e educação dos talentos”, comenta.
O mercado bem estabelecido de investidores anjos, micro VCs e aceleradoras, acabaram influenciando todo o desenvolvimento do ecossistema, como VC, corporate VC, growth funds, private equity e o mercado de capitais como saída.

Microsoft, Facebook, Apple, Google, IBM, Qualcomm, Amazon.com, Cisco e Rakuten, são algumas das empresas globais que fizeram investimento nas empresas israelenses.
O mercado de capitais de Israel é o que mais tem recebido novos IPOs, entre eles os da Mobolye, Cyberark, Wix, SolarEdge e Varonis.

“Trata-se de uma excelente oportunidade para compartilhar conhecimentos e entender como os dois países podem trabalhar juntos com inovação e tecnologia. O Brasil possui um cenário atrativo para o desenvolvimento empresarial, 220 milhões de habitantes que necessitam de tecnologia e, por isso, chama a atenção de mercados importantes no setor, como é o caso de Israel.”, comenta o presidente do Conselho da Brasscom e CEO da BRQ I, Benjamin Quadros.

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