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Negócios

16/09/2017

"Inovar é coisa do passado", diz Farruggia

Para o presidente do Instituto Campus Party, o mundo vive um momento de disrupção, é preciso mudar
Thaíne Belissa
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Farruggia : a maior empresa de hotéis é a Airbnb e ela não tem nenhum hotel/Alisson J. Silva
“Inovar já é coisa do passado, as empresas precisam mesmo é mudar”. A análise é do presidente do Instituto Campus Party, Francesco Farruggia, que faz um alerta aos empresários sobre a revolução digital e a necessidade de se criar “coisas” que nunca existiram. Em visita ao DIÁRIO DO COMÉRCIO, o entusiasta da tecnologia adiantou parte de sua palestra, que será realizada neste sábado (16), no prédio Rainha da Sucata, na região Centro-Sul da Capital, dentro do Inova Minas Fapemig, da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais (Fapemig).

Farruggia afirma que a sociedade tem que entender, de uma vez por todas, que o mundo vive um momento de disrupção: uma revolução digital. “Os paradigmas da era industrial que regeram o mundo até então estão caindo. Não sabemos quais serão os novos paradigmas, mas a verdade é que eles já estão aí. A Kodak era a quarta maior empresa dos Estados Unidos e já não existe mais, então para ela a mudança chegou. A maior empresa de hotéis é a Airbnb e ela não tem nenhum hotel. A maior empresa de táxis é a Uber e ela não tem nenhum táxi. Essa nova era vai mudar tudo o que conhecemos”, alertou.

Nesse sentido, Farruggia afirma que não é mais suficiente inovar. Isso porque, para ele, a inovação pressupõe a implantação de melhorias em algo que já existe. Para o especialista, o momento é de alteração, mudança completa, reinvenção. “Inovar já é uma palavra velha porque ela é ancorada na mesma premissa da Revolução Industrial. Mas estamos falando do surgimento de coisas que nunca existiram, então a palavra do momento é mudar”, disse.

“Mexa-se” - Como é impossível saber exatamente quais serão os novos paradigmas desse mundo revolucionado, Farruggia dá alguns conselhos aos empresários e profissionais que querem deixar um legado. O primeiro deles é parar de negar que essa transformação chegou. Para ele, o medo é o que faz as pessoas desacreditarem de uma transformação como essa, mas o especialista lembra que o medo é fruto da ignorância, da falta de conhecimento.

“Existem alguns conhecimentos que serão essenciais para essa transformação. Alguns deles são: algorítimos, big data, blockchain, realidade virtual e segurança de rede. Você não precisa - e nem conseguiria - ser um especialista em tudo. Mas tem que saber o que é, como funciona e como isso vai ajudar no seu trabalho, se não você não terá linguagem para conversar com o mercado”, alertou.

Farruggia também aconselha os empresários e os profissionais a ficarem atentos à direção dessa nova era. Ele afirma que, se não é possível saber exatamente o que vai acontecer, é necessário ficar atento às tendências. “A revolução digital em si mesma não tem surpresas: nós já sabemos que ela está acontecendo. Mas ela não pode te surpreender. O que quero dizer é que já existe uma direção e é pra lá que você tem que ir. Não adianta ficar pensando que isso tudo é uma bobagem ou ficar no romantismo de como antigamente era melhor”, disse.

Campus Party - Francesco Farruggia também falou sobre a 2ª edição da Campus Party em Belo Horizonte, que acontecerá entre os dias 1º e 5 de novembro, no Centro de Feiras e Exposições George Norman Kutova (Expominas), durante a Feira Internacional de Negócios, Inovação e Tecnologia (Finit). De acordo com o presidente do Instituto Campus Party, o evento contará com cerca de 300 horas de conteúdo em 400 palestras, além de hackathons, competição de drones e outras atividades ligadas à tecnologia.




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