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Finanças

12/08/2017

Ibovespa interrompe sequência negativa

Bolsa de valores fechou a sessão em alta de 0,55% e dólar recuou 0,13% frente ao real para R$ 3,17
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Tensão entre Coreia do Norte e Estados Unidos continua a influenciar os negócios na bolsa/Saulo Cruz/MME/Divulgação
São Paulo – Depois de três sessões consecutivas de perdas, impostas por uma onda internacional de aversão ao risco, o Índice Bovespa se recuperou parcialmente e fechou com ganho moderado, retomando o patamar dos 67 mil pontos perdido na véspera. A tensão entre Estados Unidos e Coreia do Norte continuou no radar dos investidores, mas não impediu a recomposição de parte dos preços das ações. Da mesma maneira, o desconforto com a questão fiscal doméstica manteve-se no pano de fundo, mas com as expectativas voltadas para a próxima semana, quando se espera o anúncio da revisão da meta fiscal para 2017 e 2018.

O Ibovespa fechou em alta de 0,55%, aos 67.358,58 pontos, depois de ter oscilado entre a mínima de 66.677,62 pontos (-0,47%) e a máxima de 67.623,36 pontos (+0,94%). Mesmo depois de ter perdido 1,39% nas últimas três sessões, o índice ainda contabilizou valorização de 0,69% na semana, levando o acumulado de agosto para um ganho de 2,18%.

“O mercado continuou a monitorar a tensão geopolítica, mas o noticiário levou muitos analistas a considerar que a possibilidade de conflito está totalmente afastada”, disse um operador.

Ao longo do dia circularam informações de que, apesar da retórica bélica entre EUA e Coreia do Norte, os governos dos dois países têm discutido secretamente nos últimos meses sobre as relações diplomáticas entre eles. Também ontem a China disse que seria neutra se a Coreia do Norte lançar primeiro um ataque contra os EUA, mas que reagirá se houver tentativa de derrubar o regime norte-coreano pelos Estados Unidos ou a Coreia do Sul. A Alemanha se disse contra qualquer solução militar. Essas manifestações, segundo profissionais do mercado, arrefeceram o temor de um conflito.

O enfraquecimento do dólar ante moedas fortes favoreceu a alta dos preços do petróleo, que no entanto não foi suficiente para sustentar em alta as ações da Petrobras. Os papéis da estatal perderam 0,81% (ON) e 1,82% (PN), em resposta a um resultado trimestral aquém das estimativas de mercado. Mas os analistas do setor de petróleo viram pontos positivos no resultado “em linhas gerais”. Vale ON e PNA caíram 2,22% e 1,44%, respectivamente, alinhadas às suas pares no exterior.

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Dólar - Após recuar durante toda a tarde de sexta-feira, o dólar acabou fechando em leve alta com os investidores cautelosos ao entrar no fim de semana depois de o presidente dos EUA, Donald Trump, dizer que, se as ameaças da Coreia do Norte continuarem, o ditador Kim Jong-un se arrependerá rapidamente, de acordo com um gerente de mesa de derivativos. Internamente, o tom de cautela veio com os investidores em compasso de espera pelo anúncio de mudança na meta fiscal de 2017 e 2018, previsto para segunda-feira. O viés de baixa, no entanto, prevaleceu durante a maior parte do dia refletindo a desvalorização da moeda americana ao redor do mundo diante de mais um dado fraco de inflação ao consumidor nos EUA, o que impõe incertezas quanto aos próximos apertos monetários no país.

No mercado à vista, o dólar terminou em alta de 0,13%, aos R$ 3,1791. O giro financeiro somou US$ 1,39 bilhão. Na mínima, a moeda ficou em R$ 3,1555 (-0,61%) e, na máxima, aos R$ 3,1812 (+0,19%).

No mercado futuro, o dólar para setembro subiu 0,53%, aos R$ 3,2055. O volume financeiro movimentado somou US$ 17,49 bilhões. Durante o pregão, a divisa oscilou de R$ 3,1680 (-0,64%) a R$ 3,2315 (+1,34%).

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