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Finanças

10/01/2017

Focus revisa projeção para inflação

Para 2016 a previsão passou de 6,38% para 6,35% e, para 2017, caiu de 4,87% para 4,81%
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Expectativa para a Selic foi mantida em 10,25% ao ano/Divulgação
Brasília - À espera da divulgação do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) consolidado de 2016, amanhã, os economistas do mercado financeiro alteraram suas projeções para a inflação.

O Relatório de Mercado Focus divulgado nessa segunda-feira (9) mostra que a mediana para o índice oficial de inflação em 2016 foi de 6,38% para 6,35%. Há um mês, estava em 6,52%. Já o índice para 2017 passou de 4,87% para 4,81%. Há quatro semanas, apontava 4,90%.

Na prática, os economistas projetam uma inflação para 2016 dentro da margem perseguida pelo Banco Central. O centro da meta de inflação é de 4,5%, mas a margem de tolerância é de 2 pontos percentuais (IPCA até 6,5%). Para 2017, o centro da meta também é de 4,5%, com tolerância de 1,5 ponto percentual (até 6,0%).

Preços administrados - O Relatório Focus mostrou mudanças nas projeções para os preços administrados. A mediana das previsões do mercado financeiro para o indicador em 2016 foi de alta de 5,71% para avanço de 5,76%. Para 2017, a mediana foi de elevação de 5,54% para alta de 5,50%. Há um mês, o mercado projetava aumento de 6,00% para os preços administrados em 2016 e elevação de 5,41% em 2017.

Em suas projeções atuais, divulgadas no Relatório Trimestral de Inflação, o Banco Central espera alta de 5,6% para os preços administrados em 2016, de 6,0% para 2017 e de 5,2% para 2018.

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Outros índices - O relatório semanal do Banco Central divulgado nesta segunda mostrou que a mediana das projeções do IGP-DI de 2017 passou de 5,13% para 5,15% da última semana para esta. Há um mês, estava em 5,04%.

O indicador, calculado pela Fundação Getulio Vargas (FGV), fechou 2016 com taxa de 7,18%. Os Índices Gerais de Preços (IGPs) são bastante afetados pelo desempenho do dólar e pelos produtos de atacado, em especial os agrícolas.

Outro índice, o IGP-M, que é referência para o reajuste dos contratos de aluguel, passou de 5,08% para 5,21% nas projeções dos analistas para 2017. Quatro levantamentos antes, o índice estava em 5,06%. No ano passado, o IGP-M fechou com taxa de 7,17%.

A mediana das previsões para o IPC-Fipe de 2017 seguiu em 5,19% no Focus. Um mês antes, a mediana das projeções do mercado para o IPC era de 5,39%. Em 2016, o IPC acumulou taxa de 6,54%.

PIB - O Relatório de Mercado Focus indicou manutenção nas projeções de atividade para 2016 e 2017. Pelo documento, a mediana para o Produto Interno Bruto (PIB) em 2016 seguiu em retração de 3,49%. Há um mês, a perspectiva era de recuo de 3,48%. Para 2017, o mercado seguiu prevendo um crescimento de 0,50%. Há um mês, a expectativa era de 0,70%.

No último RTI, o Banco Central projetou recuo de 3,3% do PIB em 2016 e avanço de 0,8% para 2017. Já o Ministério da Fazenda trabalha com estimativa de crescimento de 1,0% para este ano.

As projeções para a produção industrial indicaram um cenário difícil. A queda prevista para 2016 passou de 6,58% para retração de 6,65%. Para 2017, porém, a projeção de alta da produção industrial foi de 0,88% para 1,00%. Há um mês, as expectativas para a produção industrial estavam em recuo de 6,68% para 2016 e alta de 0,75% para 2017.

Dólar - O Relatório de Mercado Focus mostrou ainda que a cotação da moeda americana estará em R$ 3,45 no encerramento deste ano, ante R$ 3,48 de uma semana antes. Há um mês, a previsão estava nos mesmos R$ 3,45. No relatório divulgado pelo BC ontem, o câmbio médio de 2017 foi de R$ 3,40 para R$ 3,39, ante R$ 3,41 previsto pelos analistas um mês antes.

Juros - Os economistas do mercado financeiro mantiveram a expectativa para a taxa básica de juros no fim de 2017. O Relatório de Mercado Focus trouxe que a mediana das previsões para a Selic seguiu em 10,25% ao ano. Há um mês, estava em 10,50%.

A reunião de janeiro do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central começa hoje e termina amanhã. A expectativa majoritária do mercado é de que o colegiado corte a Selic, atualmente em 13,75% ao ano, em 0,50 ponto percentual. (AE)

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