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Negócios

06/10/2017

Fechamento do Minascentro gera prejuízo ao trade

Da Redação
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Mais um capítulo no polêmico fechamento do Minascentro. Na quarta-feira (4), representantes dos setores de eventos, hotelaria, turismo e comerciantes, como da Associação Brasileira dos Agentes de Viagens (Abav-MG), Associação Brasileira da Indústria de Hotéis (Abih-MG), Belo Horizonte Convention & Visitors Bureau (BHC&VB), Sindicato Intermunicipal das Empresas de Bufê de Minas Gerais (Sindbufê), Sindicato das Empresas Locadoras de Automóveis (Sindloc), Associação dos Comerciantes do Barro Preto (Ascopbap), além da Câmara Municipal e da Assembleia Legislativa se concentraram na porta do centro de convenções para protestar contra o fechamento do espaço para reformas, sem que seja apresentado pela Codemig o projeto executivo e aberto o processo licitatório para a reforma. O grande temor dos representantes desses setores é que o Minascentro seja fechado sem uma data prevista para a reabertura e que o mesmo seja transformado em uma galeria de artes ou museu.

Enquanto os manifestantes protestavam, era aberto no Minascentro o Congresso Brasileiro de Clínica Médica e o Congresso Internacional de Urgência e Emergência, que será realizado na capital mineira até hoje, para mais de 4 mil pessoas de todos os estados da federação.

Segundo o organizador do evento, Marco Aurélio Floriane, diretor da empresa Atitude Promo, de Florianópolis, a notícia sobre o fechamento do Minascentro foi recebida com impacto significativo pelo setor. “Estamos apreensivos, pois ainda não sabemos o que vai acontecer. Este espaço, assim como o setor de eventos, é muito importante para a economia, visto que movimenta mais de 50 segmentos, desde uma gráfica, até transportes, hotelaria, restaurantes, entre outros. Já temos alguns projetos encaminhados para esse local no próximo ano e nosso receio é ter que levar esses eventos para outras cidades ou estados, fazendo com que Belo Horizonte perca sua competitividade atrativa. Essa informação sobre o fechamento já está correndo o Brasil, então muitos eventos já estão sendo reorganizados e direcionados para outros lugares. Essa situação nos deixa perplexos e nos causa tristeza”, desabafou.

Ainda questionado sobre a utilização do Expominas para a realização desses eventos, Floriane destacou que devido ao alto custo para a montagem de eventos, no formato de centro de convenções, o mesmo se torna inviável. “Temos bons centros de convenções no País o que torna mais vantajoso e econômico transferir esse tipo de evento para outros estados”, afirmou.

Entre os manifestantes, Flávia Araújo Badaró, da rede Sandiego Hotéis, fez questão de destacar o desempenho da hotelaria como reflexo positivo da realização do Congresso na capital mineira. “Mesmo com uma localização estratégica no bairro de Lourdes, há muito tempo não alcançávamos uma ocupação tão expressiva. Hoje, estamos com 96% e acredito que iremos dormir com 100% de ocupação. Isso me faz lembrar os bons tempos da hotelaria mineira, antes da superoferta causada devido à lei de incentivo para a construção de novos empreendimentos na cidade com foco em atender a demanda da Copa do Mundo.

Sem a realização de eventos como esse, vamos voltar ao patamar de 30% de ocupação nos hotéis, o que se torna inviável para o setor. Não podemos deixar que o Minascentro seja fechado, pois este espaço é imprescindível para o desempenho da economia local”, explicou.

Também marcaram presença na manifestação o deputado estadual Fred Costa, o vereador Léo Burguês, a presidente da Abih-MG, Erica Drumond, o novo presidente do Convention Bureau, Jair Aguiar, o presidente da Abav-MG, José Maurício de Miranda, o presidente do Sindbufê-MG, João Teixeira Filho, e o diretor de Relações Públicas do Sindloc, Leonardo Soares Lima.

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