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Economia

08/08/2017

Expominas e Minascentro não atraem interessados em licitação

Codemig se frustra ao tentar encontrar, mais uma vez, novos gestores para os dois ativos de BH
Gabriela Pedroso
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Com amplo estacionamento, o Expominas, no entanto, é apontado como espaço obsoleto, que precisaria de modernização antes de ser repassado/Leonardo Finotti/Codeminas/Divulgação
Na tentativa de encontrar um novo gestor para operar conjuntamente, pelos próximos 35 anos, o Expominas Belo Horizonte e o Minascentro, ativos considerados chaves no fomento dos negócios no Estado, a Companhia de Desenvolvimento Econômico de Minas Gerais (Codemig) se frustrou, mais uma vez. No último dia 2 de agosto, o prazo para que as empresas interessadas em participar da concorrência para a administração dos equipamentos se manifestassem terminou novamente sem a inscrição de nenhum candidato.

Em janeiro deste ano, a companhia já havia feito uma primeira investida junto ao setor privado, com a realização de um pregão presencial para a concessão onerosa de uso do Minascentro. A licitação, no entanto, também acabou deserta. Com o intuito de atrair os investidores, a Codemig lançou um novo edital em junho. Desta vez, porém, incluiu no pacote a concessão da gestão do Expominas da Capital, mas a estratégia não foi suficiente para mudar o resultado do processo.

Em comunicado enviado à imprensa, a Codemig não deu detalhes sobre qual será seu próximo passo, após uma nova tentativa sem sucesso, e informou que segue à frente dos ativos. “A empresa está apreciando o assunto para definição das próximas ações a serem tomadas. Enquanto isso, a gestão dos espaços permanece sob responsabilidade da Codemig”, apontou em nota.

Presidente da Associação Brasileira da Indústria de Hotéis de Minas Gerais (Abih-MG), Erica Drumond lamentou o resultado do processo, mas, em contrapartida, criticou os termos do edital lançado pela Codemig. Segundo a dirigente da Abih-MG, a licitação aberta pela Companhia apresenta diversos pontos que desestimulam os empresários a apostarem no negócio, como, por exemplo, a exigência de inúmeros investimentos nos equipamentos, além da cobrança de aluguel fixo desde o início da concessão.

“A gente fica esperançoso de ter interessados, mas, nós, que somos empresários, sabemos que se tratam de editais totalmente inviáveis. Como você vai achar investidor para equipar um centro que está desatualizado estruturalmente, tecnologicamente, no momento de crise como esta? Como se lança um edital sem carência, pedindo investimentos?”, questionou Erica Drumond, ao afirmar ainda que o cenário econômico para a abertura da licitação é inadequado.

Renovável - A licitação vencida em agosto era destinada a uma única empresa ou um consórcio de empresas. Com o período da concessão de uso estabelecido no edital de 35 anos, renovável uma vez, por igual prazo, dependendo da Codemig, o objetivo da companhia era potencializar os negócios no Estado, ampliando o mercado e os públicos-alvo.

Para a presidente da Abih-MG, antes de lançar a concorrência, o Estado deveria ter contribuído com investimentos nos locais para torná-los mais modernos e competitivos frente a outros centros de eventos espalhados pelo País. Erica Drumond reforça, no entanto, que o setor hoteleiro em Minas precisa da ajuda da Codemig para estimular os negócios na região.

“Temos uma pesquisa que mostra que o turista de eventos é o que mais gasta no destino. Hoje, a nossa hotelaria não está passando de 40% da capacidade e estamos precisando desse fomento o mais rápido possível. A Codemig é a nossa esperança para voltar a crescer”, destacou.

A dirigente revelou que a Abih-MG tem buscado dialogar com representantes da companhia para encontrar o melhor caminho para a questão. Segundo Erica Drumond, no entanto, só agora uma reunião deve ser marcada com um dos diretores da entidade pública. “Precisamos buscar turistas e trazer o consumidor para cá, porque a gente quer que a economia aconteça”, afirmou.

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