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Internacional

17/02/2017

Embaixadora desdiz Trump sobre Palestina

Representante do país na ONU afirma que governo norte-americano apoia solução dos dois Estados
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Conflito no Oriente Médio deixa palestinos atacados por israelenses sem suas casas/Shelterbox/Divulgação
Brasília - Contrariando o presidente Donald Trump, a embaixadora dos Estados Unidos nas Nações Unidas, Nikki Haley, afirmou ontem que a Casa Branca “apoia a solução dos dois Estados” no Oriente Médio.

Um dia antes, o presidente republicano havia promovido uma mudança histórica no posicionamento dos EUA e dito - durante a visita do primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, a Washington - que a paz na região não passa necessariamente pela criação de um Estado palestino, ideia que vigorava havia mais de 20 anos na Casa Branca.

“O governo suporta a solução dos dois Estados, mas precisamos de ideias frescas. A solução virá de israelenses e palestinos”, declarou Haley em uma coletiva de imprensa na sede da ONU, em Nova York.

A postura vai de encontro às frases de Trump no dia anterior. “Estou olhando para as soluções de um Estado e dois Estados e gosto daquela que as duas partes gostarem”, afirmou o presidente.

Ontem, palestinos alertaram o republicano que o abandono da política dos dois Estados pode “destruir as chances de paz” no Oriente Médio.

As autoridades palestinas alertaram ontem os Estados Unidos e o presidente Donald Trump sobre os riscos de abandonar a política dos dois Estados, questão-chave nos conflitos entre israelenses e palestinos.

“Se a administração de Trump rejeitar essa política, isso iria destruir as chances de paz [na região] e ameaçar os interesses norte-americanos, sua posição e sua credibilidade no exterior”, disse Hana Ashrawi, um dos membros da Organização para a Libertação da Palestina (OLP).

Na quarta-feira (15), Trump mostrou uma mudança histórica no posicionamento dos Estados Unidos em relação à política. Durante a visita do primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, à Casa Branca, os dois líderes conversaram sobre a relação entre os dois países, a situação de crise do Oriente Médio e a nomeação do embaixador norte-americano na nação judaica.

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Única solução - Na coletiva de imprensa, Trump deu a entender que a criação de um Estado palestino não precisa ser a única solução para a crise da região, posição contrária à dos últimos presidentes norte-americanos.

“Estou olhando para as soluções de um Estado e dois Estados, e eu gosto da que as duas partes gostarem. Se Israel e os palestinos estiverem felizes, eu estarei feliz com a qual eles mais gostarem”, afirmou o mandatário.

No encontro, o presidente norte-americano afirmou também que “os Estados Unidos vão encorajar a paz e, de verdade, um ótimo acordo de paz”. “Nós estaremos trabalhando nisso [de uma maneira] muito, muito diligente”, apontou Trump.

Além disso, a Comissão de Relações Exteriores do Senado norte-americano realizaria ontem uma “dura” audiência ao homem indicado por Trump para assumir o cargo de Embaixador dos EUA em Israel, David Friedman, ex-advogado pessoal do presidente, que apoia abertamente os assentamentos israelenses em territórios palestinos.

Na última quarta-feira (15), cinco ex-embaixadores do país escreveram uma carta na qual diziam que o pretendente não é qualificado para a posição por suas “posições extremas” e “radicais”. (ABr)

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