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Negócios

28/03/2014

Doações ganham aliado tecnológico

Plataforma criada por dois empreendedores da Capital dá nova utilidade àqueles objetos esquecidos no armário
Thaíne Belissa
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Qualquer pessoa pode cadastrar um objeto que deseja doar, diz Juliana Saldanha/Divulgação
Guardados em sacolas, acumulados em gavetas ou parados na garagem, milhares de objetos que não são mais utilizados ocupam espaço desnecessário nas residências e escritórios. E não se trata de lixo: na maioria dos casos são itens em boas condições e que não são descartados justamente por isso. Percebendo essa situação, dois empreendedores de Belo Horizonte resolveram criar uma startup que resolvesse o problema e ainda gerasse lucro com isso. O resultado foi a Doatorium, plataforma que conecta pessoas que desejam doar objetos às que querem receber doação.

De acordo com a cofundadora da startup, Juliana Saldanha, a ideia surgiu com o sócio dela, José Carlos Júnior, que desenvolve um trabalho na área de tecnologia e faz visitas às casas dos clientes. Foi nesse contato com as pessoas que ele percebeu a demanda, pois sempre via muitas coisas acumuladas em "quartinhos dos fundos" e terraços. Além disso, os clientes costumavam oferecer os objetos e perguntar se ele não conhecia alguém que precisasse. "Ele diz que já ofereceram todo tipo de produto. Uma vez perguntaram se ele não queria um piano", recorda.

Baseados nessa experiência, a dupla desenvolveu a ideia do Doatorium e, após mais de um ano de desenvolvimento, lançou a primeira versão da plataforma. De acordo com a cofundadora, eles investiram cerca de R$ 35 mil na tecnologia, sendo R$ 20 mil capital anjo. Por meio da ferramenta, qualquer pessoa pode cadastrar um objeto que deseja doar. Além da descrição da utilidade e estado de conservação do item, a pessoa deve adicionar fotos. Os interessados em buscar doações podem procurar pelo ranking de objetos ou por palavra-chave. Segundo Juliana Saldanha, o resultado aparece em um mapa com os objetos mais próximos à localização do buscador.

"Não divulgamos o endereço da pessoa, apenas indicamos a localização em um raio de 150 metros. O interessado na doação manda um e-mail e o doador combina a forma de entrega", explica a sócia. Ela destaca que o Doatorium ainda possui a opção de um espaço para a justificativa, que deve ser preenchido pelo candidato a receber a doação. Segundo ela, o doador pode exigir ou não que as pessoas expliquem o porquê de estarem interessados naquele objeto.

"Às vezes alguém está doando algo que é muito significativo, então ela quer que seja uma doação que faça sentido e tenha um impacto positivo. Não é como jogar fora ou doar aleatoriamente: você vai saber que benefício está gerando ao passar aquele objeto pra frente", frisa. Outra informação que pode ajudar o doador a escolher quem deve ficar com seu produto é o histórico dos usuários. De acordo com a empreendedora, as pessoas conseguem visualizar quantos produtos cada um doou ou recebeu. Assim, pode-se privilegiar quem contribuiu mais com o site, por exemplo.

Entre os produtos mais oferecidos no Doatorium estão livros e aparelhos eletroeletrônicos. Juliana Saldanha destaca que já apareceram produtos muito disputados, como um videogame Nintendo e uma câmera fotográfica digital. Segundo ela, a primeira versão da plataforma foi lançada com uma pequena cobrança para os usuários que estivessem recebendo a doação, mas ela explica que o modelo de monetização da startup está sendo revisto. "Já decidimos que não vamos mais cobrar dos usuários. Agora estamos estudando parcerias com empresas do varejo e também do setor de logística para o serviço de entrega, por exemplo", adianta.



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