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09/09/2014

Comissão vai convocar empresas

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A Comissão Nacional da Verdade anunciou ontem que vai convocar empresas que colaboraram com a ditadura militar (1964-85) para prestarem esclarecimentos.

Um dos focos de investigação do grupo, a colaboração de companhias nacionais e estrangeiras com a repressão será tema de uma audiência que deve ser realizada no próximo mês, segundo a advogada Rosa Cardoso, uma das comissárias.

"Ainda vamos estudar as várias formas de responsabilização dessas empresas, mas há tratados e entendimentos internacionais que dizem que, em situações como a da ditadura brasileira, a responsabilização das empresas e dos empresários não pode ser esquecida", ressaltou Cardoso.

Dezenas de companhias, nacionais e estrangeiras, ajudaram os órgãos da repressão denunciando trabalhadores engajados na resistência e repassando informações sobre a atuação deles, sobretudo nos sindicatos, entre o final dos anos 1970 e o início da década de 1980. Há casos de companhias que repassaram fichas funcionais dos empregados aos órgãos de segurança.

Com a ajuda de similares municipais e estaduais ou com foco no setor sindical, a Comissão Nacional da Verdade já tem uma lista inicial de pelo menos 20 empresas que constam em documentos dos órgãos de repressão como colaboradoras. São elas: Monark, Caterpillar, Confab, Engesa, Embraer, Avibras, Rhodia, Ford, Ericsson, FNV, General Motors, Petrobras, Johnson, Kodak, Philips, Telesp, Villares, Embrape, Vibasa e Volkswagen.

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Recusa - Convocado para depor nesta segunda-feira (8) na Comissão Nacional da Verdade para tratar do período da ditadura militar (1964-1985), o tenente da reserva José Conegundes do Nascimento respondeu que não iria comparecer porque "não (colaborava) com o inimigo". Em resposta escrita, Conegundes afirmou ainda para os integrantes da Comissão: "se virem".

Conegundes combateu esquerdistas na Guerrilha do Araguaia (1972-1974), implantada pelo PC do B com o objetivo de formar, com a infiltração gradual de militantes armados e integrados à comunidade local, uma área militarizada na região que hoje abrange o norte do Tocantins e o sudeste do Pará.

Ele era um dos cinco militares esperados na Comissão da Verdade em depoimentos marcados para esta segunda. Três apresentaram atestados médicos, incluindo o coronel da reserva Sebastião Rodrigues de Moura, o Curió, um dos chefes da repressão aos esquerdistas na Guerrilha do Araguaia. (FP)





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