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Negócios

14/09/2017

Cidadela visa ampliar conexão entre BH e população

Mírian Pinheiro
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CEO da Cidadela, Alberto Reis e Lívia Moreira: projeto pretende chegar a outras cidades/Divulgação
Foi lançado ontem, em Belo Horizonte, o app Cidadela, projeto que visa ampliar a conexão entre a cidade e a população. Além das ações sociais de ocupação de espaços públicos de Belo Horizonte, o projeto conta agora com a plataforma de publicidade digital com vários recursos. O aplicativo já está disponível para Android e IOS e funciona como um catálogo on-line de empresas, comércios e ações sociais dos bairros.

De acordo com a cofundadora e diretora de marketing do Cidadela, Lívia Monteiro Moreira, o app, que possui sistema de geolocalização e apresenta as empresas próximas ao usuário, foi desenvolvido através da parceria com o Studio Moob. Segundo ela, ele vai oferecer publicidade digital, notícias, agenda de eventos e promoções das empresas cadastradas. “O aplicativo funcionará como uma espécie de páginas amarelas, ou jornal de bairro. Ele também apresenta os dados da transparência, para que todos tenham acesso às informações dos valores arrecadados e onde será investido”, explica Lívia Moreira, dizendo ainda que 50% dos valores investidos serão revertidos em benefícios para a população dessas regiões.

A solução, ela diz, vai facilitar a interação e a mobilização. “Nosso projeto age on-line e off-line. Queremos trazer a população para participar das atividades e mantê-la informada e conectada com o comércio da sua região. Além de resgatar a cidadania da nossa população, colaborando para que possam vivenciar a cidade como é de direito”, ressalta. Em um sentido mais amplo, Lívia Moreira diz que a plataforma também mostrará que a responsabilidade de cuidar dos espaços que todos ocupam também é do cidadão. “Pretendemos atingir tanto pequenos como os grandes comerciantes e empresários, para que todos colaborem para termos a cidade que queremos, mais limpa, bonita, conectada, ativa e segura”, completa.

A solução é financiada por meio da venda de espaços de publicidade digital na plataforma. Para participar do aplicativo, a empresa faz um pagamento mensal e metade desse valor vai para um fundo de investimento que será destinado para cada região. “Por exemplo, na região Centro-Sul, metade do valor que as empresas pagarem por mês será destinado a melhorias e projetos nesta mesma região”, explica a diretora.

Ainda sobre os recursos investidos no desenvolvimento do app, a diretora de marketing explica que não houve investimentos financeiros. “O investimento atual se limita as horas do founders e cofounders da startup, que dedicaram muito tempo aos projetos para o lançamento, desenvolvimento, marketing, comercial, administração e operacional”, esclarece.

Segurança e lazer - O Projeto Cidadela foi criado em junho de 2015, em Belo Horizonte, e está sediado no coworking Semear Innovation. Por ele já foram realizados ações-piloto na região Noroeste, nas praças São Francisco das Chagas e Centro Cultural Padre Eustáquio. Também foram promovidas aulas de dança, artes marciais e quick massagem, gratuitamente. “Nosso objetivo é trazer a população a aproveitar os espaços públicos proporcionando atividades culturais, esportivas, entretenimento e lazer de forma geral.

Acreditamos que assim a violência e a insegurança diminuam, já que dessa forma esses espaços ficam mais bem-cuidados e mantém movimento constante”, explica. O Cidadela tem parceria com a FCJ Participações S/A, como incubadora e sócia do projeto, e recebe o apoio da Sucesu Minas.

Segundo Lívia Moreira, o projeto foi desenvolvido a partir de parcerias, uma delas, a Alnitak Projetos, que realiza a parte de marketing e comunicação do Cidadela. “Após essa parceria, participamos da pré-aceleração do Lemonade, onde conhecemos outros parceiros que produziram nosso site. Também nessa época fechamos a parceria com o Studio Moob que desenvolveu o aplicativo e começamos a montar a equipe comercial. Para a produção dos materiais gráficos nós utilizamos recursos próprios”, conta.

Ações cidadãs - A sociedade é chamada a participar do projeto por meio de ações gratuitas realizadas nas praças dos bairros, e através de eventos promovidos pelo Cidadela. “Também temos ações de divulgação no Google, Facebook e Instagram. Entre os nossos projetos de divulgação, que serão implantados nos próximos meses, temos o apoio de grandes festivais e projetos itinerantes. Além de parcerias com movimentos sociais e ONGs”, comenta Lívia Moreira.

Outros programas fazem parte do Cidadela, um deles é a Biblioteca Móvel. Lívia Moreira explica que estão buscando investimentos para adquirir um ônibus e, com ele, levar até a população cerca de 7 mil publicações doadas ao projeto. “A cada semana pretendemos estar em um local diferente”, diz. Outra iniciativa em andamento é a Internet Compartilhada Cidadela, que, a partir da instalação de antenas de transmissão de internet por toda Belo Horizonte, facilitará o compartilhamento de informações dos parceiros do projeto e clientes em redes sociais.

A diretora também cita o Festival Cidadela - cuja entrada será 1 quilo de alimento não perecível. O festival propõe trazer à cidade apresentações de teatro, dança e grandes nomes da música nacional, com direito a espaço de lazer para crianças, pets, saúde e fit, entre outras atrações. A data do festival ainda não foi fechada pela organização, mas é possível que ele seja realizado no Mineirão, em dezembro.

Até o final de 2017, o projeto pretende chegar a outras cidades de Minas Gerais, sendo que em alguns municípios já está em processo de implementação - como no caso de Uberaba, no Triângulo, e Contagem, na Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH). “Em 2018, queremos ampliar para outros estados”, destaca.

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