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Economia

17/05/2017

Cemig avalia captação de até US$ 1,5 bilhão no exterior

Companhia deve emitir debêntures
Mara Bianchetti
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Empresa pretende alongar o prazo das dívidas em sete anos com a captação de até US$ 1,5 bilhão/Cemig/Divulgação
Com uma dívida líquida total de R$ 13 bilhões, com prazo médio de vencimento de dois anos e meio, a Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig) segue firme com o projeto de desalavancagem que vem sendo adotado desde o início do ano passado. Além das ações de desinvestimento, pelas quais a estatal abre mão dos empreendimentos que não possui o controle acionário ou que não integrem seu core business, agora a empresa estuda a emissão de cerca de US$ 1 bilhão em debêntures no mercado internacional.

De acordo com o diretor financeiro da Cemig, Adézio de Almeida Lima, num primeiro momento houve a apresentação da companhia ao mercado internacional, já que há 22 anos a empresa não realizava nenhuma captação no exterior. Segundo ele, investidores de metrópoles como Londres, Nova York, Los Angeles e Boston se mostraram bastante interessados no portfólio da estatal e em, no máximo, dois meses já haverá um resultado da operação.

“Se nesse meio tempo não ocorrer nenhum imprevisto, seja econômico, financeiro ou político, deveremos conseguir um alongamento dos prazos das dívidas em sete anos, com a captação de US$ 1 bilhão a US$ 1,5 bilhão. O objetivo principal da atual gestão é alongar o perfil das dívidas e, para isso, estamos adotando vários recursos”, explicou o diretor financeiro.

Ainda dentro deste contexto, o superintendente de Relações com Investidores da Cemig, Antônio Carlos Vélez, confirmou que a associada Renova Energia S.A., está em negociação para assinar o contrato de compra e venda das ações que a companhia detém na empresa norte-americana Terra Form Global para a Brookfield Asset Management. “Ainda não há nenhuma decisão concreta neste sentido e a própria Renova emitiu comunicado ao mercado confirmando isso”, disse.

Há alguns dias, a imprensa vem veiculando a venda controle da Renova Energia, empresa de geração renovável controlada pela Cemig e pela Light. Conforme divulgado, o negócio envolveria a aquisição pela Brookfield de toda a participação da Light na Renova, além da injeção de R$ 800 milhões na companhia.

 No entanto, ontem, a Light informou que não recebeu qualquer oferta da gestora canadense para a compra de sua participação na Renova Energia. “Cumpre destacar ainda que a administração da Light está sempre atenta às oportunidades que possam gerar valor para seus acionistas”, informou a empresa, em comunicado enviado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM).

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Lucro líquido - A Cemig encerrou o primeiro trimestre de 2017 com lucro líquido de R$ 343 milhões, resultado bem superior aos R$ 5 milhões apurados nos primeiros três meses de 2016. A companhia registrou, ainda, receita líquida de R$ 4,81 bilhões, representando um avanço de 8,1% sobre a mesma época do ano anterior.

Na mesma base de comparação, o Lajida (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) somou R$ 1,1 bilhão no período de janeiro a março, o que representa um crescimento de 70,5% na comparação com os primeiros três meses de 2016.
De acordo com o diretor financeiro, a receita foi fortemente impactada pelo Preço de Liquidação de Diferenças (PLD). Isso porque, enquanto no primeiro trimestre a energia estava sendo comercializada no mercado livre ao preço de R$ 34,69, nos primeiros meses deste exercício, o valor negociação saltou para 151,67.

“Influenciaram ainda no desempenho o melhor resultado apurado no que se refere à equivalência patrimonial, a redução de despesas operacionais, com pessoal, materiais e outros”, afirmou Lima em entrevista coletiva para divulgação dos resultados.

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