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Finanças

13/09/2017

Bolsa de valores sobe e renova patamar recorde

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São Paulo - A bolsa brasileira subiu pelo segundo dia e renovou seu maior patamar histórico, sustentada por dados do varejo e pelo avanço das ações da Vale, apesar da pressão de Petrobras e do setor financeiro.

No mercado cambial, o dólar encostou em R$ 3,13, acompanhando o exterior e refletindo também o aumento da percepção de risco pelo cenário político local.

O Ibovespa, índice que reúne as ações mais negociadas, avançou 0,30%, para 74.538 pontos. No pregão, o volume negociado foi de R$ 9,5 bilhões, contra média diária de R$ 8,13 bilhões no ano.

O dólar comercial se valorizou 0,77%, para R$ 3,129. O dólar à vista, que fecha mais cedo, subiu 0,85%, para R$ 3,115.

A bolsa renovou seu recorde e, na máxima, atingiu 75.332 pontos. O otimismo com a economia continuou amparando o mercado nesta sessão, após divulgação de dados do varejo brasileiro.

Segundo o IBGE, as vendas no varejo ficaram estáveis em julho na comparação mensal, mas cresceram 3,1% em relação ao mesmo mês de 2016, o melhor resultado nessa base de comparação desde maio de 2014 (4,6%).

“Esses dados reforçam a recuperação em curso do consumo, ainda que envolta por certa incerteza devido ao impacto da liberação do FGTS das contas inativas, o que dificulta avaliar qual deve ser o ritmo de recuperação do consumo”, avalia Luciano Rostagno, estrategista-chefe do Banco Mizuho do Brasil.

“O consumo foi o destaque nos dados do PIB no segundo trimestre. Esses dados de vendas no varejo de julho sugerem que consumo deve contribuir positivamente para o crescimento no terceiro trimestre.”

A ata do Copom, confirmando que o Banco Central estuda o “encerramento gradual” do atual ciclo de cortes na taxa básica de juros, também contribui para dar fôlego à bolsa, com a expectativa da entrada de novos investidores em busca de retorno maior em suas aplicações.

A bolsa perdeu força perto do fim do pregão, com os investidores optando por embolsar parte dos lucros. Também houve influência da piora no cenário político.

Essa piora ocorreu após o ministro Luís Roberto Barroso, do STF (Supremo Tribunal Federal), autorizar a abertura de um inquérito para investigar o presidente Michel Temer e o ex-deputado Rodrigo Rocha Loures (PMDB-PR). O caso se refere ao suposto esquema que teria beneficiado a empresa Rodrimar, que atua no porto de Santos.

No exterior, o rebaixamento do fenômeno Irma de furacão para tempestade tropical melhorou o cenário para o dólar, que se valorizou em relação a 23 das 31 principais divisas mundiais.

O CDS (credit default swap, espécie de termômetro de risco-país) se valorizou 1,51%, para 183,4 pontos. No mercado de juros futuros, os contratos mais negociados fecharam em baixa. A taxa para janeiro de 2018 recuou de 7,660% para 7,635%. O DI para janeiro de 2019 recuou de 7,680% para 7,630%.

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Ações - As ações da Magazine Luiza recuaram 11,85%, após a empresa aprovar uma oferta pública de distribuição primária e secundária de, inicialmente, 24 milhões de ações ordinárias, que pode movimentar quase R$ 2 bilhões. A queda ocorre pela interpretação de que a oferta pode diluir a participação dos acionistas minoritários.

Os papéis da Petrobras fecharam em baixa, apesar da valorização dos preços do petróleo no exterior. Os papéis mais negociados da estatal recuaram 0,80%, para R$ 14,87. As ações que dão direito a voto perderam 0,77%, para R$ 15,40.

A mineradora Vale fechou com alta, após os preços do minério de ferro avançarem 2,52% no exterior. Os papéis ordinários da Vale subiram 0,48%, para R$ 35,26. As ações preferenciais ganharam 0,75%, para R$ 32,40.

No setor financeiro, as ações do Itaú Unibanco recuaram 0,28%. As ações preferenciais do Bradesco se desvalorizaram 0,14%, e as ordinárias tiveram baixa de 0,94%. O Banco do Brasil teve recuo de 1,33%, e as units - conjunto de ações - do Santander Brasil caíram 1,06%.

Os papéis ordinários da Eletrobras subiram 0,94%, e os preferenciais se valorizaram 1,48%.

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