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DC RH

11/12/2014

Belo Horizonte tem apenas 2% dos freelancers do país

Daniela Maciel
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Sebastian Siseles/Divulgação
Levantamento realizado pelo portal freelancer.com, plataforma de interação entre profissionais e empresas, aponta que do total de freelancers no Brasil cadastrados no site a maior parte é da cidade de São Paulo (13%). Seguindo este ranking, aparecem Rio de Janeiro com 5%, Belo Horizonte e Curitiba com 2% cada e Porto Alegre com 1,6%. Para fazer esta pesquisa, o portal levou em consideração cidades com mais de cem usuários cadastrados e o total de profissionais brasileiros no site, de aproximadamente 200 mil freelancers, cerca de 1,5% dos profissionais independentes de todo o mundo.

De acordo com o diretor regional para América Latina do freelancer.com, Sebastián Siseles, os resultados estão ligados, obviamente, ao tamanho da cidade, mas não é essa a única explicação. "O número de freelancers depende muito de qual setor absorve a mão de obra jovem. Uma cidade que tem o setor de serviços e as empresas chamadas da nova economia tendem a ter muitos jovens e eles aceitam com facilidade o modelo. O Brasil ainda vive um ranço dos tempos em que o emprego era muito difícil e os mais velhos sentem muita dificuldade em não ter um emprego fixo, tradicional", explica Siseles.

O grupo de profissionais que se denominam freelancer e que são aceitos pelo mercado como tal há muito ultrapassou os que eram listados classicamente como profissionais liberais, a exemplo de médicos, advogados e contadores, entre outros. As novas profissões do mundo digital, especialmente ligadas ao marketing e à tecnologia da informação, também aparecem no rol. E, de alguma forma, surpreendentemente, também começa a aumentar o número de profissões tradicionais como engenheiros e designers como freelancers. "Antes era difícil imaginar um engenheiro longe de uma empresa. Hoje, as novas tecnologias permitem que projetos possam ser feitos a distância, oferecendo um novo mercado e uma nova forma de trabalhar", aponta o diretor regional para América Latina do freelancer.com.

Os profissionais brasileiros também têm sido requisitados como freelancers por empresas estrangeiras com ou sem operação no Brasil. Na Copa do Mundo, que aconteceu entre os meses de junho e julho, empresas de países que tinham seleções na competição buscaram brasileiros para trabalhos temporários, principalmente ligados à comunicação e marketing digital.

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Oportunidade - A atuação como freelancer pode ser vista como uma possibilidade para a entrada no mercado de trabalho e também, na outra ponta, para profissionais que já estão chegando perto da aposentadoria mas não querem deixar totalmente o mercado. "Trabalhando como freelancer é possível quebrar barreiras de continentes e países, então as opções acabam sendo muito maiores do que um emprego com carteira assinada em que você precisa comparecer à empresa.  um tipo de negócio que tende a crescer, principalmente nas duas pontas da carreira, entre quem tem tempo sobrando e quer conquistar uma renda extra e quem quer se tornar um empreendedor", destaca.

A plataforma foi criada em 2009, em inglês, e atraiu profissionais e empresas principalmente dos Estados Unidos, Inglaterra e Índia. Em 2012, com a versão em espanhol, alcançou primeiramente Chile e Argentina. Em novembro de 2012, a verão em português ficou pronta para entrar no mercado brasileiro, que rapidamente alcançou o primeiro lugar em número de acessos na América Latina. "A adesão do Brasil foi muito rápida. A plataforma é igualmente usada no país pelos dois lados, tanto profissionais como empresas. Ela é uma ferramenta que permite que um encontre o outro sem os custos que um país de dimensões continentais impõe", completa.


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