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Internacional

01/09/2017

Banco do bloco já empresta US$ 3 bilhões

ABr/AE
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Pequim - O vice-presidente para Risco, Estratégia, Parcerias e Pesquisas do Novo Banco de Desenvolvimento (NBD), também conhecido como Banco do Brics, Paulo Nogueira Batista Júnior, informou ontem que a instituição aprovou na quarta-feira (30) quatro novos projetos (dois na China, um na Índia e outro na Rússia), o que eleva para 11 o número de empréstimos concedidos desde que o banco entrou em operação em 2015. O valor total dos financiamentos é de US$ 3 bilhões.

Com sede em Xangai, o banco financia projetos de infraestrutura e de desenvolvimento sustentável nos países do Brics (Brasil, Rússia, Índia, China e África da Sul), mas as operações podem ser estendidas a nações em desenvolvimento que desejem fazer empréstimos com a instituição.

Novos membros - O executivo também informou que o banco está planejando incorporar novos membros. “Já começamos a discutir com países potencialmente interessados”, falou. “O banco vai expandir gradualmente o número de membros. Não temos ainda capacidade operacional de absorver muitos de uma vez. A expectativa é de que, no fim de 2021, o banco terá presença em todas as regiões do mundo”.

Nogueira Batista lembrou que, no ano passado, os governadores do NBD autorizaram a instituição a iniciarem conversas com países potencialmente interessados em fazer parte do banco. Em abril de 2017, aprovaram o documento que define todas as etapas de adesão que devem ser seguidas pelos novos membros.

A intenção, de acordo com o vice-presidente, é fazer com que essa expansão ocorra de forma gradual. “Não temos condição de absorver um grande número de países novos. O banco está começando e, se entram muitos membros, não conseguiremos corresponder às expectativas dos novos entrantes”, considerou.

Em abril, o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) assinou acordo com o Novo Banco de Desenvolvimento, que prevê empréstimo inicial no valor de US$ 300 milhões para apoio a investimentos em geração de energias renováveis no Brasil. “Há novos projetos em discussão sendo estudados para o Brasil”, apontou Batista Júnior.

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