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Negócios

19/12/2014

App leva inteligência às plantações

Produto controla constantes mudanças climáticas e o aparecimento de novas pragas
Thaíne Belissa
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Aplicativo é desenvolvido pelos sócios Helton Franco, Mariana Vasconcelos, Raphael Pizzi e Thales Nicoleti/Divulgação
Foi-se o tempo em que ter uma boa plantação dependia apenas da experiência do agricultor. Com as constantes mudanças climáticas, o aparecimento de novas pragas e a necessidade de ser cada vez mais produtivo para concorrer com os grandes agricultores, o desafio da colheita bem-sucedida fica muito maior. Enxergando nisso um nicho de mercado, cinco sócios mineiros criaram a startup mineira Agrosmart, que está desenvolvendo um aplicativo para dar mais inteligência à administração das plantações.

A cofundadora da empresa Mariana Vasconcelos afirma que a ideia do aplicativo surgiu de sua experiência com a agricultura. Ela explica que os familiares atuam no segmento e sempre compartilham dúvidas em relação às alterações climáticas, métodos de plantio, irrigação, entre outras questões. Ela inscreveu a ideia em um concurso de startups e venceu junto com outros quatro sócios, que durante o evento desenvolveram um protótipo do aplicativo.

A empresa foi aberta em Itajubá, no Sul de Minas Gerais, em setembro deste ano com investimento de R$ 20 mil dos sócios. Recentemente também foi selecionada no programa de aceleração do governo federal Start-UP Brasil, que vai disponibilizar R$ 200 mil em bolsas de estudo, além de aporte e mentoria de uma aceleradora. O aplicativo está em fase de teste e deve ser comercializado a partir de maio de 2015.

De acordo com a sócia, o objetivo da ferramenta é fazer um monitoramento de variáveis que afetam o solo e o ambiente de forma geral, a fim de garantir uma agricultura mais produtiva. O aplicativo se baseia em informações como temperatura, umidade, direção do vento e índice de radiação para autorizar o momento e a quantidade certa de irrigação. "Se ele verifica que o solo está seco, mas que vai chover em dois dias, então não irriga. Se não vai chover, então autoriza a irrigação de acordo com a necessidade da plantação. Isso reduz custos com água e energia e garante maior produtividade à agricultura", afirma.

Mariana explica que esses dados sobre o ambiente são colhidos de organizações oficiais ligadas ao clima e também de sensores da empresa instalados na plantação que está sendo analisada. Ela destaca que, além da irrigação automatizada, o aplicativo ajuda no monitoramento em tempo real da plantação. Isso porque por meio das informações colhidas, o agricultor se sente muito mais seguro para tomar uma decisão em relação ao plantio.

A solução também disponibiliza câmeras que mostram a incidência de pragas e possíveis áreas não atingidas pela irrigação. "Esse monitoramento é muito importante pois ajuda o agricultor a saber a hora certa de plantar, combater pragas ou irrigar, caso não tenha um sistema automatizado. Além disso, ele gera históricos das produções, o que pode ajudar em previsões", afirma.

A sócia afirma que a solução está sendo testada em plantações de soja, feijão e milho, no Sul de Minas Gerais. A empresa está comparando a produção de agriculturas com e sem a ajuda do aplicativo, a fim de levantar números que comprovem a eficiência da ferramenta. Mariana afirma que a startup já foi procurada por vários agricultores do Estado e também de outras regiões do país, como Centro-Oeste e Norte. Ela explica que ainda não há um preço definido para o uso da solução, mas durante estudo de validação fazendeiros afirmaram estar dispostos a pagar de R$ 200 a R$ 600 mensais para usar o aplicativo.




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