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Finanças

14/09/2017

Apesar da turbulência política no País, bolsa volta a bater recorde

Ibovespa registrou alta de 0,33% e atingiu 74.787 pontos
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Dólar seguiu o comportamento no mercado internacional e voltou a ter valorização frente ao real/Divulgação
São Paulo - O Índice Bovespa teve ontem sua terceira alta consecutiva e renovou seu recorde histórico ao marcar 74.787,56 pontos, com ganho de 0,33% Em um dia de acontecimentos relevantes nos cenários político, jurídico e policial, as ordens de compra continuaram a ser motivadas por fatores relacionados à recuperação da economia e à expectativa de avanço da reforma da Previdência.

O viés positivo da bolsa firmou-se somente à tarde, a partir da aceleração dos preços do petróleo nos mercados futuros internacionais, que impulsionou as ações da Petrobras. Petro ON e PN terminaram o dia com ganhos de 1,82% e 1,08%, respectivamente. Os papéis do setor financeiro também terminaram o dia em terreno positivo, embora com oscilações mais moderadas. Itaú Unibanco PN, ação de maior peso na composição do Ibovespa, subiu 0,70%. Bradesco ON avançou 0,95%. Na contramão esteve Vale ON, que recuou 1,39%.

A quarta-feira foi de agenda bastante movimenta, tendo entre os principais destaques o depoimento do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao juiz Sérgio Moro e o julgamento no Supremo Tribunal Federal (STF) do pedido de suspeição do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, requerido pela defesa do presidente Michel Temer. Em votação no plenário, os juízes do Supremo rejeitaram a tese da suspeição, o que na prática significa que Janot está apto a apresentar sua segunda denúncia de corrupção contra Temer ao Supremo, o que deve acontecer nos próximos dias.

O dia ainda contou com a prisão do Wesley Batista, presidente da JBS e irmão de Joesley Batista, em inquérito sobre manipulação do mercado financeiro. Os irmãos Batista são alvo da Operação Acerto de Contas, nova etapa da Tendão de Aquiles. Também ontem foram conhecidos novos detalhes sobre a delação do corretor Lúcio Funaro, que, entre outros pontos, afirmou que o presidente Michel Temer dividiu propina da Odebrecht com Geddel Vieira Lima, ex-homem forte de seu governo.

“Apesar da agenda política agitadíssima, que não deixa de fazer preço e gerar alguma volatilidade, o nosso pano de fundo continua favorável, com sinais de recuperação da economia e cenário global bastante positivo e com elevada liquidez”, disse Hersz Ferman, economista da Elite Corretora.

De volta à movimentação das ações, destacaram-se ontem os papéis da JBS, que subiram 2,35% e estiveram entre as maiores altas do Ibovespa. A alta refletiu a possibilidade de troca de comando na empresa, que conferiria maior profissionalismo à gestão e redução da exposição da companhia a riscos relacionados aos seus donos.

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Dólar - O dólar fechou ontem em alta, seguindo o comportamento da divisa no exterior e alguma cautela interna, embora tenha desacelerado os ganhos à tarde em meio a uma continuidade na perspectiva de fortalecimento do governo. Especialistas do mercado salientaram ainda um tom positivo em relação à expectativa de que o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, seja candidato a presidente nas eleições de 2018.

No mercado à vista, o dólar fechou em alta de 0,35%, aos R$ 3,1385. O giro financeiro somou US$ 1,46 bilhão. Na mínima, a moeda ficou em R$ 3,1230 (-0,14%) e, na máxima, aos R$ 3,1426 (+0,47%).

No mercado futuro, o dólar para outubro subiu 0,32%, aos R$ 3,1415. O volume financeiro movimentado somou US$ 14,18 bilhões. Durante o pregão, a divisa oscilou de R$ 3,1285 (-0,09%) a R$ 3,1490 (+0,55%).

Um gerente de mesa de derivativos apontou que a interpretação do mercado de que o presidente Michel Temer saiu fortalecido após os últimos áudios envolvendo os executivos da J&F - conhecidos no dia 4 de setembro e que levaram à prisão do empresário Joesley Batista - continua contribuindo para a percepção de retomada das reformas, principalmente a da Previdência.

Segundo ele, as novas acusações contra Temer tiveram efeito nulo no mercado “porque até serem levadas para votação no Senado e serem provadas pode demorar e a votação da reforma da Previdência deve vir antes”, pontuou o gerente.

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