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Economia

26/07/2018

Fiat Chrysler perde Sergio Marchionne

CEO do grupo, Marchionne faleceu ontem, aos 66 anos
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CEO do grupo, Marchionne faleceu ontem, aos 66 anos/GIUSEPPE NICOLORO / DIVULGAÇÃO
A indústria automotiva mundial perdeu um grande líder. Faleceu ontem Sergio Marchionne, CEO da Fiat Chrysler (FCA). Marchionne deixou nos últimos dias o comando da FCA (conglomerado que inclui as marcas Fiat, Jeep, RAM, Dodge, Alfa Romeo, Mopar e Chrysler) e da Ferrari já por causa de complicações de uma cirurgia no ombro. O italiano estava internado em uma clínica em Zurique, na Suíça.

Por meio de nota, o CEO da Exor, que controla a FCA, John Elkann, afirmou que recebeu com a mais profunda tristeza o falecimento de Sergio Marchionne. “Infelizmente, o que temíamos aconteceu. Sergio Marchionne, homem e amigo, se foi”, lamentou.

“Acredito que a melhor maneira de honrar a memória dele é construir o legado que ele nos deixou, continuando a desenvolver os valores humanos de responsabilidade. Minha família e eu seremos eternamente gratos pelo que ele fez. Nossos pensamentos estão com Manuela e seus filhos Alessio e Tyler”, finalizou.

Durante os 14 anos que esteve no conglomerado, Marchionne conseguiu tirar a Fiat da crise e transformá-la em uma “sociedade sólida e com um futuro brilhante”, como ele mesmo afirmou em junho deste ano ao anunciar o plano industrial para 2022 e 45 bilhões de euros em investimentos.

Durante o período, o faturamento passou de 47 bilhões de euros, em 2004, para 141 bilhões no ano passado. Já o prejuízo de 1,5 bilhão de euros, de 2004, foi transformado em um lucro líquido de 4,4 bilhões, em 2017.

O executivo tinha 66 anos. Ele deixa a mulher Manuela e dois filhos, Alessio e Tyler.
O novo executivo-chefe da FCA é Mike Manley, de 54 anos, nascido em Edenbridge, no Reino Unido, responsável pela marca Jeep desde 2009 e chefe de operações do grupo na América do Norte desde 2015.

FÁBRICAS NO BRASIL PRESTAM HOMENAGEM

Todas as operações da Fiat Chrysler no Brasil - as fábricas de Betim (MG), Goiana (PE) e Campo Largo (PR), além da sede administrativa em São Paulo (SP) - suspenderam as atividades ontem, por dez minutos, das 10h às 10h10, em homenagem ao ex-presidente global do grupo, Sergio Marchionne, que faleceu ontem de manhã, aos 66 anos de idade.

O executivo ítalo-canadense esteve diversas vezes no Brasil, onde o grupo tem sua maior subsidiária. A última visita ao País foi em março, quando participou da inauguração do terceiro turno de trabalho da fábrica da Jeep em Pernambuco.

Considerado um workaholic, Marchionne tinha anunciado sua aposentadoria para 2019. Nos últimos meses, preparou um plano de investimentos globais para os próximos cinco anos e revelou a gama de produtos que seriam lançados nesse período.

Para a América do Sul foram destinados R$ 14 bilhões, sendo que o Brasil ficará com cerca de 90% desse montante. O País reponde por 54% das vendas das marcas do grupo na região. A Argentina, onde a Fiat tem uma fábrica, ficará com o restante.

A maior parte do investimento no Brasil irá para o lançamento de 25 veículos, entre renovações de linhas, veículos inéditos e alguns importados. A marca Fiat terá 15 novidades e a Jeep, 10.

Segundo fontes da empresa no País, em razão deste plano quinquenal já estar definido, a chegada de novos executivos ao comando mundial do grupo, entre os quais o britânico Mike Manley, que assumiu o posto de Marchionne, “não se espera mudanças imediatas na região”.

Balanço - A Fiat Chrysler registrou queda de 35% no lucro líquido do segundo trimestre, totalizando 754 milhões de euros (US$ 881,3 milhões), ante 1,16 bilhão de euros registrados no mesmo período do ano passado.  A receita, por sua vez, aumentou 6%, para 29 bilhões de euros.

A Fiat confirmou sua meta de lucro líquido ajustado para o ano inteiro, mas reduziu suas perspectivas de receita e lucro operacional ajustado. A empresa agora prevê receita entre 115 bilhões de euros e 118 bilhões de euros em 2018, ante cerca de 125 bilhões de euros anteriormente.

A empresa cortou também a projeção para o lucro operacional ajustado entre 7,5 bilhões de euros e 8 bilhões de euros, contra previsão anterior de pelo menos 8,7 bilhões de euros. (AE)

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