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Economia

26/07/2018

Grupo Pão de Açúcar planeja acelerar plano de aberturas de lojas do Assaí

Reuters
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São Paulo - O Grupo Pão de Açúcar planeja acelerar no segundo semestre a abertura de lojas do Assaí, a bandeira que mais cresce dentro da companhia, além de prosseguir com os esforços para revitalizar o segmento de super e hipermercados, após ter lucro quase cinco vezes maior no segundo trimestre sobre um ano antes.

A empresa está confiante depois que todas as bandeiras tiveram ganho de participação de mercado no trimestre passado, mesmo com o impacto da paralisação dos caminhoneiros e os efeitos da deflação de alimentos, e os resultados estão dentro das expectativas para 2018, disse ontem o diretor-presidente da companhia, Peter Estermann.

“Todo nosso time está bastante satisfeito com o resultado e temos total consciência que os desafios continuam e temos entregas importantes para fazer no terceiro trimestre”, afirmou o executivo em teleconferência com analistas e investidores sobre o balanço do segundo trimestre.

Na véspera, o GPA reportou lucro líquido consolidado de R$ 526 milhões entre abril e junho, tendo forte evolução na receita do atacarejo e aceleração de vendas em todas as marcas da divisão de multivarejo, que reúne os super e hipermercados do grupo.

O GPA espera encerrar agosto com dez lojas Extra renovadas, conforme o diretor-executivo da bandeira, Alberto Calvo. A companhia também já mapeou 32 unidades Pão de Açúcar para realizar um projeto premium, que será implementado até o primeiro trimestre de 2019 e elevará o sortimento de produtos voltados à saúde e lançamentos exclusivos dentro da bandeira, segundo o diretor-executivo do Pão de Açúcar, Marcelo Bazzali.

O planejamento estratégico do GPA ainda prevê o relançamento da marca Compre Bem, adquirida em 2002 e descontinuada em 2011, com um foco mais regional, para competir com redes de varejo locais. A bandeira terá 13 lojas até o fim do ano e as reformas devem começar em agosto.

“Vamos avaliar o piloto de 13 lojas do Compre Bem e no primeiro trimestre do ano que vem teremos informações mais consistentes para comentar sobre o potencial de conversão de lojas”, disse Estermann.

No caso do atacarejo, a companhia deve acelerar a abertura de lojas no segundo semestre deste ano, contou o presidente do Assaí, Belmiro Gomes. São 14 obras em andamento, sendo duas conversões, que devem adicionar um total de 70 mil metros quadrados de área de vendas.

De acordo com Gomes, o Assaí já observou “discreta reversão da tendência deflacionária” nas últimas duas semanas de junho, em parte por causa do impacto da paralisação de caminhoneiros sobre algumas categorias, e espera alívio ainda maior a partir do segundo semestre.

Estermann ainda citou o peso das marcas próprias no mix de vendas do GPA, que varia de 9% a 10% de acordo com a bandeira. “Temos como foco importante acelerar a participação (de marcas próprias) em todos os formatos, essa é uma alavanca importante para crescer”, disse.

O diretor-presidente do GPA avalia que é cedo para fazer inferências sobre uma migração de clientes do Assaí para hipermercados do multivarejo e que o ganho de participação de mercado se deu em cima de concorrentes diretos.

Para Estermann, o ambiente competitivo em varejo alimentar segue parecido com o trimestre anterior. “O que muda são as dinâmicas comerciais e como cada player participa de eventos sazonais”, explicou.

Questionado sobre o tabelamento do frete rodoviário, o executivo disse que vê espaço para passar ao cliente o consequente aumento de custo. “Talvez o maior impacto tenha sido em produtos de proteína animal...Tem espaço para repassar, mas não enxergamos ainda a velocidade e a capacidade de repasse”, afirmou.

Via Varejo - A migração da Via Varejo para o Novo Mercado da B3 pode favorecer a venda da fatia majoritária do GPA na rede de móveis e eletrodomésticos, disse o vice-presidente do conselho de administração do GPA, Ronaldo Iabrudi.

“Entendemos que processo de venda está evoluindo, mas a companhia não pode ficar estagnada nesse processo, por isso aprovamos investimento de quase R$ 600 milhões para a Via Varejo e estamos fazendo esse movimento que traz maior governança e liquidez”, afirmou Iabrudi. O GPA colocou sua fatia à venda há cerca de um ano e meio.

Na avaliação de Iabrudi, a aceitação do mercado foi bastante positiva à migração da empresa. “Analisamos de forma detalhada o estatuto social da companhia com o novo regulamento...as mudanças são poucas e a adequação será feita da forma mais amigável possível”, acrescentou Iabrudi. Segundo ele, o GPA por enquanto não considera migrar para o Novo Mercado.

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