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Economia

10/03/2018

CBMM projeta avanço de 7% em suas vendas neste ano

Companhia espera comercializar 70 mil toneladas de ferronióbio
Leonardo Francia
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CFO da CBMM, Moura diz que houve retomada no mercado/Carlos Moura/SCO/STF
Com capacidade instalada para produzir 110 mil toneladas de ferronióbio por ano e condições de alcançar até 150 mil toneladas anuais do produto, a Companhia Brasileira de Metalurgia e Mineração (CBMM), líder mundial na produção do ferronióbio a partir de seu complexo industrial em Araxá, no Alto Paranaíba, projeta um crescimento de 7% nas vendas deste exercício sobre as de 2017.

“A expectativa da companhia é comercializar cerca de 70 mil toneladas de ferronióbio em 2018, o que representará (se confirmado) um aumento de 7% na comparação com 2017”, afirmou o chief financial officer (CFO) da CBMM, Carlos Moura. Segundo ele, a empresa detém 74% de market share do mercado mundial de ferronióbio.

O diretor de finanças da CBMM explicou que ao longo de 2017 houve uma retomada no mercado global do produto, o que compensou, em parte, a estagnação da última década. No total, em todo o mundo, foram comercializadas cerca de 90 mil toneladas do produto no ano passado, sendo que a companhia respondeu pela venda de aproximadamente 66,6 mil toneladas (ou 74%).

A produção da CBMM é majoritariamente exportada para mais de 60 países. Conforme o diretor, a Europa abocanhou 32% das vendas da companhia no mercado externo e a China respondeu por 29%. O restante foi comercializado com a Coréia, Japão, Índia, demais países do Sudeste Asiático e Américas. O mercado interno demandou cerca de 3 mil toneladas de ferronióbio em 2017 (algo em torno de 5% das vendas totais da companhia).

Ainda segundo o diretor, a companhia também negociou produtos de óxido de nióbio, níquel e nióbio metálico, que em 2017 atingiram, em volume, 3,4 mil toneladas. Esses produtos são essencialmente destinados à manufatura de alta tecnologia, como em turbinas, lentes de alta precisão, insumos para ressonância magnética, entre outros.

Com base nas informações do diretor, existem quase 90 ocorrências relevantes, além de projetos de exploração em andamento em vários países da América do Norte, África, Ásia e Oceania. Porém, só a capacidade atual da planta da CBMM em Araxá (110 mil toneladas anuais) representa 20% a mais do que a demanda mundial pelo produto (90 mil toneladas).

“Temos condições de atingir 150 mil toneladas de capacidade de produção de ferronióbio, mas é preciso avaliar o comportamento do mercado, em cada região, para ampliarmos nossos investimentos”, acrescentou Moura.

Em 2017, o lucro líquido da CBMM caiu 4% na comparação com o de 2016. “Apesar do volume de ferronióbio vendido ter sido maior, o comportamento dos preços e do câmbio não foram favoráveis. Temos adotado um controle rigoroso de custos, que gerou economias de cerca de R$ 160 milhões em 2017 e que sustentaram nossas margens operacionais”, justificou.

Terras-raras – Questionado sobre os investimentos da CBMM na produção e comercialização de terras-raras, o diretor da companhia foi taxativo. “Não antevemos, no curto prazo, uma maior escala de investimento na área de terras-raras. Por enquanto, mantemos uma planta piloto, investimos em aprendizado e desenvolvimento técnico, em colaboração com o IPT (Instituto de Pesquisas Tecnológicas do Estado de São Paulo), além de ampliarmos nossa compreensão acerca de um mercado tão dinâmico”, pontuou.

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