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Economia

27/10/2017

Cemig vai aumentar o capital em até R$ 1 bilhão

Acionistas deram aval para operação
Reuters
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Concessionária mineira mantém um programa de venda de ativos para reduzir sua dívida líquida de R$ 12,5 bilhões/Alisson J. Silva
São Paulo - Os acionistas Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig) aprovaram em assembleia realizada ontem uma proposta para que a companhia realize um aumento de capital no valor de até R$ 1 bilhão de reais, segundo ata da reunião divulgada pela empresa.

A operação envolverá a emissão de 200 milhões de novas ações a um preço de R$ 6,57 cada, o que representa deságio de 20% frente à cotação média dos papéis entre 4 de maio e 31 de agosto.

A Cemig disse que isso deverá permitir à companhia obter até R$ 1,314 bilhão, dos quais R$ 314 milhões seriam destinados à conta de reserva de capital.

“Esse aumento de capital tem o mérito de robustecer a estrutura de capital da companhia, de modo a possibilitar a redução das despesas financeiras atuais e as novas operações de financiamento”, informou a companhia. O aumento de capital foi aprovado por unanimidade pelos acionistas.

Mas, segundo a ata, uma representante do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) pediu a palavra e ressaltou que a Cemig “deve seguir o caminho da eficiência e da alienação de ativos para redução da alavancagem, de modo a retornar para os patamares limites previstos em seu estatuto.”

O banco de fomento possui 6,4% do capital da Cemig por meio de seu braço de participações BNDESPar.

A Cemig fechou junho com uma relação entre dívida líquida e geração de caixa de 3,98 vezes, ante um limite original de 2 vezes previsto no estatuto da companhia. A empresa tem pedido recorrentemente autorização aos acionistas para ultrapassar essa meta.
Para reduzir a dívida líquida, que soma R$ 12,5 bilhões, a companhia prometeu um amplo programa de vendas de ativos, que avançou muito pouco até o momento, com a venda apenas de fatias em transmissoras de energia.

Outros possíveis negócios anunciados pela Cemig não foram fechados até o momento, como tentativa de venda de sua participação na hidrelétrica de Santo Antônio e na geradora Renova Energia.

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Dívidas - Recentemente, a Cemig postergou o vencimento de quase R$ 550 milhões em dívidas de sua subsidiária Cemig GT, de geração e transmissão. As informações são de uma ata de reunião do Conselho de Administração da companhia realizada na semana passada.

Em todos os casos, a Cemig adiou em 60 dias o vencimento de parcelas de contratos de crédito junto ao Banco do Brasil que ocorreriam em outubro, mas em troca de elevação nos encargos financeiros ou do pagamento de taxas.

Em duas parcelas, de R$ 33,9 milhões e R$ 95,2 milhões, os encargos financeiros sobre o saldo devedor passaram de 108% da variação do CDI para 128%. Em uma terceira parcela, de R$ 270 milhões, o custo passou de 112% do CDI para 128% do CDI.

Uma última parcela, de R$ 150 milhões, foi postergada em troca do pagamento de um “fee” (taxa) de 0,5% sobre o total do principal a ser prorrogado.

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