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Economia

27/10/2017

Inadimplência de pessoas físicas recua em MG, mas tem alta entre as empresas

Gabriela Pedroso
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Com menor número de dívidas em atraso, o Estado registrou no último mês redução da inadimplência entre seus consumidores. Indicador do Conselho Estadual do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC) de Minas Gerais mostra que, em setembro, o universo de mineiros com débitos pendentes recuou 2,47% na comparação com o mesmo período do ano passado. A queda foi maior entre o sexo masculino (-3,25%), sendo que o gênero feminino encerrou com decréscimo de 2,24%.

A inflação sob controle, assim como a diminuição da taxa de juros no último ano novamente aparecem como responsáveis pelo maior fôlego do consumidor em 2017. O presidente do Conselho Estadual do SPC de Minas Gerais, Bruno Falci, pondera que o gasto menor do mineiro, principalmente com itens de alimentação, ajudou a aumentar um pouco a receita das famílias. “Com isso, parte da renda está sendo destinada para o pagamento de débitos em atraso”, analisa o dirigente. 

Apesar da queda, Minas Gerais contabiliza ainda 5,62 milhões de pessoas com alguma pendência financeira, cerca de 9,5% do total de devedores do País, segundo dados do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e da Confederação Nacional dos Dirigentes Lojistas (CNDL).

Na análise por faixa etária, o grupo de consumidores do Estado de 18 a 24 anos foi o que registrou o maior recuo na inadimplência em setembro, contra igual mês de 2016: -22,84%. Já os mineiros de 65 a 84 anos foram os que tiveram mais dificuldades para honrar os compromissos financeiros, com alta de 4,89% no número de inadimplentes.
No confronto com agosto, também houve queda da inadimplência, que foi 1,01% menor em setembro entre os consumidores mineiros.

No mesmo caminho, as dívidas em atraso de pessoa física em Minas Gerais diminuíram 5,04% em setembro, em relação ao mesmo mês do ano passado. A maior parte das dívidas existentes nesta base se dá entre consumidores acima dos 50 anos (40,54%). Na comparação com agosto, o recuo foi de 1,26% em setembro.

Empresas - Enquanto isso, as empresas no Estado ainda acumulam alta na inadimplência. Segundo a entidade, em setembro, houve aumento de 4,21% de pessoas jurídicas com dívidas pendentes frente a igual período de 2016. Em relação a agosto, o avanço foi de 0,44%. A boa notícia é que, mesmo com as elevações, ambos os indicadores mostram desaceleração no ritmo de crescimento.

Entre as atividades econômicas, as empresas de serviços foram as que tiveram a maior elevação na inadimplência em Minas em setembro, no confronto com 2016: 6,78%. Em seguida, vieram comércio (3,49%) e indústria (2,30%). Agricultura (-3,01%) e outros (-4,79%) registraram queda.

As dívidas em atraso das empresas mineiras subiram 3% em setembro, frente ao mesmo mês de 2016, e 0,91% em relação a agosto. O número médio de contas pendentes por pessoa jurídica no último mês foi de 2,08.

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