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Economia

27/10/2017

Nível da produção mineira recua em setembro

Retomada não está consolidada
Ana Amélia Hamdan
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Quanto às expectativas para os próximos seis meses, todos os indicadores mostraram recuo em outubro no comparativo com setembro/David Alves/ Divulgação
Após apresentar resultado positivo por dois meses seguidos, o nível de produção da indústria em Minas recuou, atingindo 45,5 pontos em setembro. O indicador teve queda de 9,4 pontos no comparativo com agosto, que atingiu 54,9 pontos. Em julho, o nível de produção foi de 51 pontos. Já no mês de setembro do ano passado, o índice era de 45,7 pontos. As informações constam na Sondagem Industrial, divulgada ontem pela Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg).

Economista da Fiemg, Annelise Fonseca explica que os dados indicam uma retomada da atividade industrial lenta e gradual, mas ainda não consolidada. Ela ressalta que ao longo do ano o indicador oscilou bastante, o que leva a essa conclusão. “Ainda não estamos num patamar de aumento de produção e recuperação do emprego”, diz.

Por outro lado, ela ressalta que é possível que essa “retomada de fato” esteja próxima, já que no ano a intenção de investimento por parte do empresariado do setor acumula alta de 6,9 pontos. Além disso, há expectativas positivas para os próximos seis meses quanto ao aumento da demanda e aquisição de matéria-prima.

Quanto ao porte, todas as empresas mostraram redução de produção em setembro no comparativo com agosto. O nível das grandes indústrias ficou em 44,1 em setembro, contra 57 pontos em agosto. Já as médias empresas atingiram 48,3, enquanto no mês anterior ficaram em 55,1 pontos. As pequenas ficaram com 45,1 em setembro e com 51,4 em agosto. O indicador varia no intervalo de 0 a 100, sendo que acima de 50 indica  crescimento.

O nível de emprego passou de 48,1 em agosto para 46,1 em setembro. De acordo com a Fiemg, mesmo com esse recuo, o indicador acumula alta de 1,2 no ano, mostrando que a redução no emprego perdeu intensidade.

Segundo a sondagem, a utilização da capacidade instalada efetiva em relação ao usual teve queda de 4,1 pontos, passando de 43,9 em agosto para 39,8 em setembro.

E, mesmo com a queda na produção, houve estoque acima do planejado, com o índice chegando a 51,8 em setembro. Segundo a Fiemg, “ao ficar acima dos 50 pontos, o resultado revela acúmulo indesejado de estoques no mês, o que sugere dificuldade de ajuste da produção à demanda atual do mercado.” O índice de evolução dos estoques ficou em 50,7 pontos em setembro, mostrando estabilidade em comparação com agosto (49,4).

Expectativas - Quanto às expectativas para os próximos seis meses, todos os indicadores mostraram recuo em outubro no comparativo com setembro. Ainda assim, dois deles – aumento da demanda e compra de matéria-prima – mantiveram-se acima da linha dos 50 pontos.

A expectativa quanto ao aumento da demanda passou de 54,9 em setembro para 53,6 em outubro. Já as projeções para compra de matéria-prima ficou em 51,5, recuo de 1,5 em relação ao mês anterior. Quanto ao número de empregados, as expectativas caíram de 49 para 46,2 mostrando que o empresariado não pretende contratar nos próximos seis meses. As expectativas sobre quantidades exportadas caíram de 48,8 (setembro) para 47,2 (outubro).

A intenção de investimento mantém melhora gradual. O indicador chegou a 51,5 pontos em setembro, sendo 1,5 ponto acima do resultado de agosto e atingindo o melhor patamar do ano. Esse índice é impulsionado pelas empresas de grande porte, cuja intenção de investimento é 64,4 pontos. Os indicadores das médias e pequenas são, respectivamente, 38,2 e 40,8.  

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Indicadores - Realizada trimestralmente, a pesquisa sobre indicadores financeiros mostra empresários insatisfeitos. Mas o levantamento mostrou avanços significativos no comparativo com o estudo anterior.

O índice de satisfação com a margem de lucro ficou em 44,4, com alta de 6,6 pontos em relação ao trimestre anterior. Já a avaliação de situação financeira marcou 48,4 pontos, enquanto no levantamento anterior foi de 44,5. De acordo com o estudo, os empresários continuam relatando dificuldade de acesso ao crédito, com índice de 36,5 pontos, contra 32,6 no segundo bimestre.

No terceiro trimestre de 2017, os principais problemas apontados pelos executivos foram a elevada carga tributária (45,63), a demanda interna insuficiente (40,8) e a competição desleal (25,7), sendo os mesmos do levantamento anterior.

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