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Economia

27/10/2017

Nippon destaca relevância da Usiminas

Complexo em Ipatinga é a única operação integrada da multinacional japonesa
Mara Bianchetti
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Egawa explica que operação contempla desde a extração do minério até a entrega dos produtos/Alisson J. Silva
Das operações que a Nippon Steel & Sumitomo Metal (NSSMC) mantém em todo o mundo, a do Brasil, por meio da sociedade com a Ternium Techint, na Usinas Siderúrgicas de Minas Gerais S/A (Usiminas), é a única classificada como usina integrada. Ou seja, possui o processo completo, da extração do minério de ferro até o fornecimento do aço aos diferentes processos industriais.

Segundo o diretor para as Américas da NSSMC, Kazuhiro Egawa, daí resulta a importância da Usiminas para os negócios do grupo japonês. Conforme ele, não é possível precisar quantos por cento a brasileira representa dentro das 46,5 milhões de toneladas de aço que a Nippon produziu somente no ano passado em todo o mundo, pois a multinacional é uma das acionistas da Usiminas e não pode contabilizar a produção da empresa sozinha. Além disso, a siderúrgica mineira teve prejuízo em 2016.

De qualquer maneira, o executivo destaca a importância da usina integrada para a produtora de aços mundial. “O lucro da Usiminas é o nosso lucro. Aliás, o lucro da Usiminas representa o lucro da Nippon em toda a América Latina. Nosso maior diferencial nesta operação, inclusive, é que ela possui todo o processo, da extração do minério à produção do aço, até a entrega do produto às cadeias produtivas”, explicou.

Além do Brasil, por meio da Usiminas, onde a NSSMC, juntamente com a Ternium Techint é sócia majoritária, a siderúrgica japonesa tem negócios na China, no Sudeste Asiático, na Índia, nos Estados Unidos, no México, no Oriente Médio e na África. Os segmentos de atuação dentro da siderurgia são: automotivo, construção, ferroviário e energia.
De usina integrada são duas fábricas, de chapa de aço são dez, de canos, tubos e barras são dez, de manivelas quatro, de construção são 30, de acondicionamento quatro, ferroviárias uma e de energia oito.

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Ranking
- Considerando o ranking mundial de produção de aço, a Nippon aparece em terceiro lugar. Em primeiro está a ArcelorMittal com 95,5 milhões de toneladas em 2016. No entanto, Egawa ressalta que o grande diferencial da companhia está no aço de alta qualidade. E que, se por um lado a companhia aparece em terceiro lugar no ranking de produção, a empresa ocupa o topo da lista quando o assunto é inovação tecnológica.

Para se ter uma ideia, a NSSMC investe R$ 1,8 bilhão por ano em pesquisa e desenvolvimento. Somente no Japão são 800 funcionários neste setor. “Essa qualidade é transmitida para a Usiminas há mais de 48 anos. Além disso, a Nippon licenciou as mais avançadas tecnologias relacionadas a chapas de aço de qualidade (CLC) para a Usiminas, tornando a siderúrgica a primeira autorizada do mundo a utilizá-la”, lembrou.

Além da Usiminas, com plantas fabris em Ipatinga, no Vale do Aço, e Cubatão (SP), cuja participação da Nippon é de 31,35%, a empresa possui ainda 15% na Vallourec & Sumitomo Tubos do Brasil (VSB) e 30% na Unigal, que é subsidiária da Usiminas. Vale lembrar ainda que o grupo japonês conta com escritórios em São Paulo, Belo Horizonte, Rio de Janeiro e Ipatinga.

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