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Opinião

27/10/2017

Editorial

Descaso ou incompetência?
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Os investimentos no Brasil estão praticamente congelados. É raro rodar pelo País e se deparar com obras essenciais para a população sendo executadas, sobretudo de infraestrutura. A crise econômica; a dificuldade de realizar as reformas, sobretudo da Previdência; e a crise institucional são as principais justificativas quando o primeiro escalão do governo federal é questionado sobre a escassez dos recursos públicos.

Justificativa, no mínimo, demagoga quando torna-se pública a informação de que a negociação política para barrar as duas denúncias criminais contra o presidente da República, Michel Temer, tem um custo que pode chegar a R$ 32,1 bilhões.

Somente em Minas Gerais a obra que prometia duplicar os 303 quilômetros da BR-381, do trecho conhecido como ?Rodovia da Morte?, entre Belo Horizonte e Governador Valadares, na região do Vale do Rio Doce, custaria aos cofres públicos R$ 4 bilhões, de acordo com o Movimento Nova 381, da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg).

A duplicação da BR?381 foi anunciada ainda no governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), em 2010. A ordem de serviço para o início das obras só foi assinada quatro anos depois, pela então presidente Dilma Rousseff (PT). Na época, o prazo para a conclusão dos serviços era de três anos. Após três anos de obras, o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) entregou apenas 2 quilômetros de duplicação.

No Estado, este é só um exemplo. Em Belo Horizonte, o projeto de expansão do metrô já virou lenda. Quantas pontes, rodovias, túneis e escolas estão inacabadas? Moradores de centenas de municípios ainda convivem com esgotos a céu aberto e ruas que sequer foram pavimentadas.

Todos esses problemas já se transformaram em estatísticas. Estatísticas de um País onde a corrupção virou programa de governo. A reforma da Previdência Social pode até ser necessária ? para muitos especialistas não -, mas para o Brasil se livrar das amarras do desvirtuamento a renovação política das câmaras municipais, assembleias legislativas, Câmara e Senado extrapola o sentido de urgência e se torna, talvez, o principal remédio para combatermos de vez políticos nocivos e perniciosos e colocarmos o Brasil no topo do ranking das nações desenvolvidas.

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