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18/05/2017

Criação de empresas cresce 16,6%

Microempreendedores individuais lideram as constituições, com alta de 16,2%
Abr/Asn
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O setor de serviços foi responsável por 64% dos empreendimentos abertos em janeiro/Alisson J. Silva
São Paulo - No primeiro mês de 2017 foram criadas 194.199 empresas no País, o maior número para o período desde 2010. O resultado é 16,6% superior se comparado a janeiro de 2016, quando 166.613 pessoas jurídicas foram abertas. Em relação a dezembro do ano passado (120.633), o aumento foi de 61%. Os dados divulgados ontem são do Indicador Serasa Experian de Nascimento de Empresas.

“O empreendedorismo de necessidade segue pautando a criação de novas empresas no País. Com o desemprego elevado, pessoas que estão perdendo vagas no mercado de trabalho buscam novas fontes de renda através da abertura de novos negócios”, destacou, em nota, a Serasa.

O tipo de empresa com maior número de “nascimentos” em janeiro foi a microempreendedor individual (MEI), que totalizou 159.522 aberturas, um aumento de 16,2% sobre o mesmo mês de 2016. As sociedades limitadas registraram criação de 12.760 unidades (+8,6%). A criação de empresas individuais cresceu 21,7%, com um total de 12.916 novos negócios em 2017. A criação de empresas de outras naturezas teve alta de 29,5%, com 9.001 nascimentos em janeiro de 2017.

“A crescente formalização dos negócios no Brasil é responsável pelo aumento constante das MEIs, registrado desde o início da série histórica do indicador. Em sete anos, passaram de menos da metade dos novos empreendimentos (25,5%, em janeiro de 2010) para 82,1% no último levantamento”, informou a Serasa.

Formalização - O MEI alcançou, em 2017, a marca de mais de 7 milhões de negócios formalizados. Isso representa um crescimento médio de 19% nos últimos cinco anos, segundo levantamento do Sebrae. Essa figura jurídica, criada em julho de 2009, é apontada como o maior movimento de formalização e inclusão da economia.

De acordo com pesquisa feita pelo Sebrae, entre fevereiro e março deste ano, o índice de recomendação do programa do microempreendedor individual foi de 72%. “O MEI tem um índice de recomendação superior ao de grandes empresas. Quem empreende sabe que a melhor opção é trabalhar formalizado”, enfatiza o presidente do Sebrae, Guilherme Afif Domingos.

O estudo ainda revela que 78% afirmam que a formalização contribuiu para que eles passassem a vender mais, 77% dos microempreendedores individuais têm a atividade como sua única fonte de renda e 74% indicam que a formalização propiciou melhores condições de compra. “A formalização é fácil, rápida, abre as portas para diversas oportunidades e estimula uma das principais vocações do brasileiro: a do empreendedorismo”, destaca Afif.

O setor de serviços ainda é o mais procurado por quem quer empreender: em janeiro de 2017, 124.340 novas empresas surgiram neste segmento, o equivalente a 64% do total. Em seguida, 53.580 empresas comerciais (27,6%). No setor industrial, foram abertas 15.837 empresas (8,2%).

Segundo a Serasa Experian, nos últimos sete anos, o crescimento na participação das empresas de serviços no total de empresas que nascem no País tem sido constante: passando de 53,2%, em janeiro de 2010, para 64%, em janeiro de 2017. Já a participação do setor comercial de empresas que surgem no País tem recuado: de 353%, em janeiro de 2010, para 27,6% em janeiro de 2017. A participação das novas empresas industriais se mantém estável.

A região Sudeste segue liderando o ranking de nascimento de empresas, com 98.804 novos negócios abertos em janeiro de 2017 ou 50,9% do total. A região Nordeste vem em segundo lugar, com 18,3% (35.560), seguida da região Sul (16,4%), Centro-Oeste (9,3%), Norte (5,2%) do total de empreendimentos inaugurados.

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