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Finanças

27/11/2012

BMG faz mudanças na direção do banco

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Novos executivos assumem gestão.

TATIANA LAGÔA.

ALISSON J. SILVA
O BMG formou uma joint venture com o Itaú Unibanco para atuar no segmento de crédito consignado
O BMG formou uma joint venture com o Itaú Unibanco para atuar no segmento de crédito consignado

Depois de formar uma joint venture com o Itaú Unibanco para atuar no segmento de crédito consignado, o Banco BMG iniciou um processo que vai tornar a sua gestão mais profissionalizada, com a contratação de executivos do setor. A partir de agora, a família Pentagna Guimarães, que sempre controlou a empresa, vai integrar o conselho de acionistas do grupo e dar espaço para a entrada de profissionais de mercado. A instituição pretende dobrar a carteira do crédito consignado e eliminar produtos que não têm agregado valor aos negócios do banco.

Seguindo esse princípio, a presidência do Conselho de Administração, hoje ocupada pelo proprietário do banco, Flávio Pentagna Guimarães, será passada para o comando de Alcides Lopes Tápias, que já atuou nos bancos Itaú Unibanco e Bradesco, além de ter sido presidente da Federação Brasileira de Bancos (Febraban) e ministro do Desenvolvimento da Indústria e Comércio Exterior.

A presidência executiva, atualmente sob a responsabilidade de Ricardo Annes Guimarães, herdeiro e sócio do negócio, vai passar às mãos de Antônio Hermann. Dentre outras funções, o executivo ocupou a presidência da Associação Brasileira de Bancos (ABBC) e diretor da Associação Nacional das Instituições de Crédito, Financiamento e Investimento (Acrefi) e da Febraban.

"O BMG tem uma trajetória bonita ao longo dos 80 anos. Ele é líder de mercado no ramo de crédito consignado e acho que a tendência daqui para frente é manter essa posição", afirma Hermann ao ser questionado sobre as principais mudanças que deverão ocorrer no banco após a posse. Os dois executivos ainda precisam ter seus nomes aprovados pelo conselho de acionistas e junto ao Banco Central, por essa razão ainda não há uma definição de data para que assumam as cadeiras.


Estratégia
- Uma das estratégias assumidas pelo novo presidente-executivo é a busca por uma carteira maior de crédito consignado. O objetivo é o de conseguir mais espaço no mercado, já que agora vão atuar também por meio da joint venture, o banco Itaú BMG Consignado, que visa a oferta, distribuição e comercialização de créditos consignados. Como o BMG tem como principal produto o crédito consignado, a ideia é a de crescer investindo nesse tipo de operação.

Para Hermann, a nova instituição financeira não irá refletir negativamente nos resultados do BMG, mesmo se tratando de um "concorrente" no que se refere a crédito consignado. O executivo defende que a parceria deverá ser vantajosa para o banco. Isso porque espera-se que o lucro alcançado com os 30% que pertencem ao banco mineiro na joint venture sejam superiores ao registrado pelas operações de consignado do BMG. "O banco vai ajudar a gerir a carteira da joint venture e continuar com seus R$ 27,42 bilhões de crédito em sua carteira própria. Mas na outra empresa, os custos de captação serão menores, já que serão divididos com o Itaú", afirma.

Como a carteira de crédito do banco é limitada, para aumentar as operações de consignado, serão reduzidas ou eliminadas outros produtos que não têm dado retorno ao banco. O crédito direto ao consumidor, como financiamento ao consumo e crédito pessoal, é um exemplo de operação que perderá a ênfase no BMG. Elas ganharam mais espaço no ano passado, quando a instituição comprou o Banco Schahin, pelo valor de R$ 230 milhões, e a GE Money no Brasil, que engloba o Banco GE Capital S/A e a promotora de vendas e prestadora de serviços GE Promoções. Isso ocorreu porque as instituições financeiras adquiridas atuavam mais fortemente nesse ramo.

"Temos que focar nas operações que nos dão melhor resultado e sabemos que crédito ao consumidor não é o foco da empresa", afirma. Além de consignado, o financiamento da cadeia de fornecedores de grandes empresas e operações de veículos também fazem parte da aposta da empresa.



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