27/03/2015 - Casa Cabana amplia mix

Tradicional em Belo Horizonte, a Casa Cabana está ampliando o mix e adotando um novo conceito para atender o público de forma mais completa. Durante seis décadas, a loja ficou conhecida por seus chapéus e artigos de couro, mas a demanda dos clientes por novos produtos fez com que os sócios repensassem o negócio. A loja mudou-se para um espaço maior e incorporou diversas outras peças que fazem parte do universo campestre. A casa funcionou durante 60 anos na avenida Amazonas, no centro da Capital, sendo administrada por seu fundador Elias Ishac Joukadar. Depois que o empresário faleceu, em 2012, o negócio foi assumido pelos filhos, que iniciaram um processo de renovação. A mudança de sede para um espaço maior e que permitisse a ampliação do mix foi uma das primeiras ações dos sucessores. "A antiga loja estava com um déficit de mercadoria e o prédio não tinha muito espaço e nem vitrine para expor os produtos", relata um dos sócios da loja Daniel Elias Joukhadar. A mudança de sede aconteceu no final de 2013, quando os sócios adaptaram um espaço que já pertencia à empresa, mas funcionava como estoque. Segundo Joukhadar, a loja atendeu com eficiência a necessidade do negócio, pois é muito mais ampla, tem espaço para mais vitrines e está no centro da cidade, na avenida Olegário Maciel. "Demos uma fachada nova ao local e ganhamos muito mais espaço para a exposição dos produtos. Agora temos condição de ouvir os desejos dos nossos clientes, que estão sempre procurando uma botina, uma capa de chuva ou outros produtos diferentes", comemora. Estratégia - O sócio faz questão de frisar que a tradição da casa será mantida, mas o objetivo é crescer a partir do atendimento da demanda dos clientes. Ele lembra que a loja está em um local estratégico, próximo aos mercados Central e Novo, que já atraem pessoas interessadas em artigos campestres. E é esse público que a Casa Cabana quer atender de maneira completa. "Com o trânsito cada vez mais complicado e a dificuldade de estacionamento no centro, o cliente quer essa praticidade de achar tudo no mesmo lugar", diz. Segundo ele, na sede antiga a loja vendia principalmente chapéus, além de alguns artigos de couro, bengalas e guarda-chuva. Hoje, a Casa Cabana oferece o dobro de variedade de chapéus, além de peças como selas, botas de montaria, galochas, canivetes, camisas de rodeio, cintos e fivelas. O tíquete médio que era R$ 100 passou para R$ 200, trazendo otimismo para o negócio. Segundo Joukhadar, a expectativa de crescimento para 2015 é de 20% em relação ao ano passado. Outra meta para este ano é o lançamento de uma loja virtual, que deve ficar pronta nos próximos seis meses. Segundo o sócio, no primeiro momento, o e-commerce vai disponibilizar 50 produtos que são carro-chefe da loja. Em seguida, os itens vão sendo incluídos pouco a pouco, de acordo com a resposta do público. A expectativa é de que em um ano a loja virtual já ofereça todos os produtos de seu mix, dobrando o faturamento da empresa. De acordo com Joukhadar, 60% do público da Casa Cabana é masculino, mas as mulheres estão começando a aumentar sua freqüência na loja. "Temos o chapéu floppy, que é tendência entre as mulheres na Europa, além de vários outros modelos, como boné com ultravioleta para caminhada e uma linha festa para casamentos", diz. Sefundo o sócio, a venda de chapéus é forte o ano inteiro, mas os meses de abril a setembro são os com maior demanda. " a temporada dos caubóis urbanos, pois é uma época com muitas festas e shows sertanejos", explica.