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Negócios

08/07/2014

Solução reduz custo a pequenos vendedores

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São Paulo - Cerca de 250 mil microempresas e profissionais liberais aceitam o pagamento em cartão por meio de dispositivos móveis no Brasil, segundo estimativas da Associação Brasileira das Empresas de Cartões de Crédito e Serviços (Abecs)

Um deles é Luís Matoso, consultor da Belcorp, a terceira em vendas diretas de cosméticos na América Latina, atrás de Avon e Natura. Ele pagou 12 parcelas de R$ 29,90 para comprar uma máquina da Payleven que funciona acoplada ao celular - antes, ele tinha uma maquininha tradicional, que lhe custava R$ 110 ao mês. Na hora de receber o pagamento em cartão, Matoso digita o valor da venda no seu smartphone, que se conecta ao dispositivo da Payleven por bluetooth. O cliente insere o cartão no terminal e digita a sua senha - o comprovante é enviado por e-mail.

Existem outras versões à venda. Há, por exemplo, dispositivos mais simples e baratos, que se conectam ao celular pela entrada do fone de ouvido. As versões mais caras leem até código de barras.

A alemã SumUp, por exemplo, trouxe, há seis meses, seu leitor de cartões que se conecta ao celular e já tem 30 mil clientes no país - a segunda maior base da companhia, que está em 14 países. O dispositivo custa R$ 79 e não tem mensalidade. "Nossos clientes fazem em média duas transações por semana. Ou seja, eles nunca teriam uma maquininha tradicional", diz o diretor da SumUp no Brasil, Igor Marchesini.

A sueca iZettle passou a vender seus leitores no Brasil há dois meses. Em parceria com o Santander, ela comercializa o aparelho associado a uma conta corrente com benefícios.

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Segurança - Para o diretor de aceitação da Visa, Renato Rocha, é preciso ter atenção às questões de segurança para não dar um passo atrás no mercado brasileiro. "Uma solução que não leia chip e aceite senha é inadequada para o Brasil", disse. "Não podemos retroceder do ponto de vista da segurança das transações."

A companhia trouxe ao Brasil no ano passado um programa global que dá uma espécie de consultoria aos fabricantes de versões móveis das maquininhas, batizado de Visa Ready, que dá uma certificação Visa às soluções adequadas para cada país. Até abril, a empresa havia aprovado sete dispositivos para o mercado brasileiro - todos com chip e senha. No mundo, há 35 soluções aprovadas pela companhia. (AE)


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