[Fechar]
Assine Agora!
[Fechar]
Domingo, 26 de Maio de 2013
Assine | Anuncie | Links Úteis | Fale Conosco
Ibovespa +0.10%
Dow Jones -0.01%
Nasdaq -0.06%
S&P 500 -1.34%
Merval
Câmbio
Dólar R$2,0498
Euro R$2,6515
Libra R$3,1006
Iene R$0,0203
Qtd.
Converter
publicidade

Publicada em 10-08-2012

Encontro entre a presidente Dilma Rousseff e alguns dos mais importantes empresários brasileiros, que estava marcado para a última terça-feira em Brasília, foi adiado à última hora e deverá acontecer na semana que entra. Do pouco que transpirou a respeito, sabe-se que o grupo foi chamado ao Planalto para o anúncio de um novo conjunto de medidas destinadas a fomentar investimentos e, por conseqüência, o crescimento da economia. Como o pacote não ficou pronto a tempo, a reunião acabou sendo adiada. mais um sinal de que a administração federal se movimenta tentando responder aos riscos de que a crise externa contamine ainda mais o país, cujas previsões de crescimento para o ano corrente foram revistas várias vezes e sempre para baixo.

Para o público externo, e como é de se esperar de seu papel, o ministro Guido Mantega continua aparentando relativa tranqüilidade. Segundo ele, as medidas que estão sendo estudadas e serão brevemente anunciadas vão se somar às outras já adotadas e com a mesma direção. Trata-se de impulsionar o crescimento que, segundo ele, no terceiro trimestre do ano exibirá resultados bem mais consistentes. Para que o país chegue ao final do ano embalado e já em 2013 alcance patamares satisfatórios de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB). Não se tem notícias, porém, de ações de mais amplo alcance, mantida aparentemente a linha de ataques pontuais.

Esta espécie de abordagem deixa no ar a impressão, já assinalada por analistas credenciados, que as políticas de governo no que diz respeito à condução da economia têm sido marcadas pelo imediatismo, meramente pela reação. Faltaria abrangência e uma visão de conjunto essencial para que os problemas sejam atacados de forma direta e mais consistente. E sem o risco, também anotado, de assumirem conotação indesejada, algo passível de ser confundido com favorecimento a grupos ou setores com maior poder de pressão. A experiência recente, diferentemente dos acontecimentos que marcaram o ano de 2008 com a eclosão da crise financeira internacional, sugere que as restrições externas serão mais duradouras, com desdobramentos ainda imprevisíveis. fundamental que esta realidade seja bem compreendida para que os ajustes sejam feitos em medida mais adequada.

Trata-se de procurar enxergar mais à frente com o conseqüente resgate de conceitos de planejamento e visão mais ampla de como o país deve se ajustar. O que agora significa olhar o todo, identificando e tratando cada ponto de estrangulamento e ao mesmo tempo as oportunidades que se desenham tanto para blindar a economia quanto para identificar oportunidades.

  • Falta visão de conjunto
  • Falta inovação no Brasil
  • A próxima derrocada
  • Nova lei de lavagem de dinheiro

avançada

Clique na capa para acessar a nova VERSÃO ELETRÔNICA

publicidade